segunda-feira, 5 de junho de 2017
Escassez das águas do São Francisco compromete abastecimento da água no Povoado.
Eu não tenho condições alguma de comentar sobre a situação da Água em meu querido Povoado, sei que não está nada bem e meu coração está apertado de ver tamanha situação do Rio, praticamente morto.
quarta-feira, 31 de maio de 2017
A situação do Rio São Francisco
Não é nada fácil para quem conhece de perto o Velho Chico.Desde criança aprendi a amar suas belas águas, tudo a sua volta ficava bem melhor, confesse que não é fácil ver o seu estado hoje, cada vez mais e mais seco.
Abaixo segue um vídeo que fiz hoje, dia 31 de Maio de 2017.
Dia 04 de Junho de 2017.
A população do Povoado Bonsucesso realizou uma passeata pelas ruas do Povoado com destino a bomba da água que faz a captação para abastecer a população local.Vejam com seus próprios olhos e tirem suas próprias conclusões sobre a real situação em que se encontra a água.
Não é fácil beber dessa água pois tem gosto de lama, e está causando desinteria e até vômitos em várias pessoas. Para quem tem problema de saúde não é aconselhado que beba ela, é claro que tem outras formas de captação da água para abastecimento próprio, pois algumas pessoas estão pegando agua diretamente do Rio, mas de uma parte em que ela esteja corrente, e o que vemos é que aonde a bomba que capita água para o povoado está praticamente na lama e isso é o motivo do questionaumento. Nós não somos cegos sabemos sim que o rio cada vez mais seco, mas queremos que por parte da Deso Seja feito algo para que melhore essa captação, do jeito que está não dá.
Nós somos felizes por sermos ribeirinho , temos os nossos métodos antigos para abastecer as nossas casas que seria pegar água diretamente do Rio, só que é bem mais complicado, as águas não tem a mesma força de antes, e para pegarmos água Boa teríamos que ir bem mais além, tem muitos pontos onde a água não serve mais para consumo humano, é triste isso mais é real.
Vejam abaixo parte da mobilização no Povoado.
Essa foi a resposta da Deso para o descaso da Bomba d água.
Hoje dia 05/06/2017, chegou uma caminhão Pipa para abastecer o Povoado Ribeirinho, já que não tem previsão de quando vão resolver o problema da bomba.
Abaixo segue um vídeo que fiz hoje, dia 31 de Maio de 2017.
A população do Povoado Bonsucesso realizou uma passeata pelas ruas do Povoado com destino a bomba da água que faz a captação para abastecer a população local.Vejam com seus próprios olhos e tirem suas próprias conclusões sobre a real situação em que se encontra a água.
Não é fácil beber dessa água pois tem gosto de lama, e está causando desinteria e até vômitos em várias pessoas. Para quem tem problema de saúde não é aconselhado que beba ela, é claro que tem outras formas de captação da água para abastecimento próprio, pois algumas pessoas estão pegando agua diretamente do Rio, mas de uma parte em que ela esteja corrente, e o que vemos é que aonde a bomba que capita água para o povoado está praticamente na lama e isso é o motivo do questionaumento. Nós não somos cegos sabemos sim que o rio cada vez mais seco, mas queremos que por parte da Deso Seja feito algo para que melhore essa captação, do jeito que está não dá.
Nós somos felizes por sermos ribeirinho , temos os nossos métodos antigos para abastecer as nossas casas que seria pegar água diretamente do Rio, só que é bem mais complicado, as águas não tem a mesma força de antes, e para pegarmos água Boa teríamos que ir bem mais além, tem muitos pontos onde a água não serve mais para consumo humano, é triste isso mais é real.
Vejam abaixo parte da mobilização no Povoado.
Hoje dia 05/06/2017, chegou uma caminhão Pipa para abastecer o Povoado Ribeirinho, já que não tem previsão de quando vão resolver o problema da bomba.
segunda-feira, 8 de maio de 2017
OS ESCRAVOS QUE VIVERAM EM BONSUCESSO
A escravidão em Bonsucesso
Não podemos iguinorar nossas raízes, foram muitas atrocidade sofridas por nossos ancestrais, também não cansarei de bater nessa tecla, percebo que estou no caminho certo, o caminho da descoberta. Bora lá, para mais um pedaço de informação que consegui arrancar da memória do meu pai, arrancar em um bom sentido pois ele adora nos contar, posso garantir. Como no Povoado não existia energia elétrica, as noites eram embaladas por luz de candeeiro.
Vejamos, o Major Miguel personagem principal da nossa história trazia escravos vindos da África para trabalharem na construção do Casarão, sua data exata não se sabe, o que sabemos é que vinham através do Porto de Penedo para trabalharem nas terras do Major, chegaram em um navio, para ser mais claro dentro do Porão,e amarrados, ate o povoado, que na época era apenas uma fazenda.O Major Miguel tinha um irmão que foi quem trouxe os escravos para o povoado, conheciam ele por Coronel Luis.
Os escravos eram muito judiados, a madeira e as pedras eles traziam nas costas,e quando não cumpriam com sua obrigações corretamente eram castigados e judiados, fosse no tronco ou na salmoura em seus ferimentos, também tinha os que passavam a noite inteira amarrados no porão que existia ao lado do Casarão que era na senzala onde foi construída para moradia dos próprios negros.
Se entre os filhos dos escravos nascessem do sexo feminino, após estarem crescidas e pronta para o trabalho doméstico, eram levadas pelo próprio Major para serem vendidas em Pernambuco, sempre que tinha uma quantidade boa ele fazia essa viagem, as vezes quando chegava em Recife o porto estava cheio de coronéis tudo querendo comprar escravos, o Major dizia aos pais das escravas que iria levar elas para conhecer o mar e chegando la vendiam elas a quem desse maior valor, como se fossem mercadorias.Algumas até morriam na viagem.
Vejam o tamanho do absurdo que muitas vezes eles eram submetidos. O porto aonde desembarcavam aqui na Fazenda (hoje Povoado) era nas Tamareiras, pois era um porto extenso e amplo e servia como Porto de desembarque.Muitos negros que conseguiam fugir iam para o Saco da Serra, quando eram capturados vinham amarrados , arrastados até o porão para sofrerem o castigo pela fuga.
Para quem pesquisou essa história deve ter ouvido falar que um dos seus empregados mais fiéis era um senhor chamado Valdivino, que se tornou liberto das garras do Major.
Essas informações eu colhi com Paixão, filho de tio Macena e com o meu propio Pai, o Senhor Jose Luis, conhecido por Dedé de Julio.Paixão diz que quem lhe contou foi o finado Zé Rico, que deixava claro que tinha ouvido do seu avô, o finado Cesário, um dos moradores do tempo do Coronel, já que Zé rico nesse tempo era criança.Meu pai sempre gostou muito das história do Povoado, talvez venha daí meu interesse.Meu pai fala que ouviu de sua avó Pastora.
Não podemos iguinorar nossas raízes, foram muitas atrocidade sofridas por nossos ancestrais, também não cansarei de bater nessa tecla, percebo que estou no caminho certo, o caminho da descoberta. Bora lá, para mais um pedaço de informação que consegui arrancar da memória do meu pai, arrancar em um bom sentido pois ele adora nos contar, posso garantir. Como no Povoado não existia energia elétrica, as noites eram embaladas por luz de candeeiro.
Vejamos, o Major Miguel personagem principal da nossa história trazia escravos vindos da África para trabalharem na construção do Casarão, sua data exata não se sabe, o que sabemos é que vinham através do Porto de Penedo para trabalharem nas terras do Major, chegaram em um navio, para ser mais claro dentro do Porão,e amarrados, ate o povoado, que na época era apenas uma fazenda.O Major Miguel tinha um irmão que foi quem trouxe os escravos para o povoado, conheciam ele por Coronel Luis.
Os escravos eram muito judiados, a madeira e as pedras eles traziam nas costas,e quando não cumpriam com sua obrigações corretamente eram castigados e judiados, fosse no tronco ou na salmoura em seus ferimentos, também tinha os que passavam a noite inteira amarrados no porão que existia ao lado do Casarão que era na senzala onde foi construída para moradia dos próprios negros.
Se entre os filhos dos escravos nascessem do sexo feminino, após estarem crescidas e pronta para o trabalho doméstico, eram levadas pelo próprio Major para serem vendidas em Pernambuco, sempre que tinha uma quantidade boa ele fazia essa viagem, as vezes quando chegava em Recife o porto estava cheio de coronéis tudo querendo comprar escravos, o Major dizia aos pais das escravas que iria levar elas para conhecer o mar e chegando la vendiam elas a quem desse maior valor, como se fossem mercadorias.Algumas até morriam na viagem.
Vejam o tamanho do absurdo que muitas vezes eles eram submetidos. O porto aonde desembarcavam aqui na Fazenda (hoje Povoado) era nas Tamareiras, pois era um porto extenso e amplo e servia como Porto de desembarque.Muitos negros que conseguiam fugir iam para o Saco da Serra, quando eram capturados vinham amarrados , arrastados até o porão para sofrerem o castigo pela fuga.
Para quem pesquisou essa história deve ter ouvido falar que um dos seus empregados mais fiéis era um senhor chamado Valdivino, que se tornou liberto das garras do Major.
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| Foto do Google |
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| Foto do Google |
Essas informações eu colhi com Paixão, filho de tio Macena e com o meu propio Pai, o Senhor Jose Luis, conhecido por Dedé de Julio.Paixão diz que quem lhe contou foi o finado Zé Rico, que deixava claro que tinha ouvido do seu avô, o finado Cesário, um dos moradores do tempo do Coronel, já que Zé rico nesse tempo era criança.Meu pai sempre gostou muito das história do Povoado, talvez venha daí meu interesse.Meu pai fala que ouviu de sua avó Pastora.
quinta-feira, 27 de abril de 2017
A arte de Poetizar.
Sempre admirei uma bela poesia, ainda mais quando é de excelente escrita.
Quero desde já ceder um espaço aqui nesse blog para essas grandes obras que merecem toda divulgação possível, espero que gostem assim como eu, pois esse escritor merece todo o nosso respeito e admiração.
Ao longo do tempo postarei mais informações sobre o autor da poesia que assim como vocês também estou conhecendo.
Aqui está, desfrutem:
O HOMEM QUE SE CASOU COM UMA ÉGUA
Josafá era um rapaz
Honesto e trabalhador
Tinha casa na cidade
E sítio no interior
Cuidar de tudo o que tinha
Era esse o seu labor.
Moço de boa família
Era homem de valor
Pobre porém decidido
A prosperar sem favor
Preparava com afinco
Seu futuro promissor.
Criava porco e galinha
Ema avestruz e pavão
Tinha uma vaca de leite
A melhor da região
Seus trinta litros coados
Causavam admiração.
Aos vinte anos de idade
Quase nada lhe faltava
Mas sentia que uma flexa
O coração lhe acertava
Por amor de uma donzela
O seu peito soluçava.
Bem perto de onde morava
Existia uma pequena
Casta bonita e cheirosa
Qual uma flor de açucena
Rainha das redondezas
Se chamava Madalena.
Madalena era de prendas
De casa não se afastava
Era da lide doméstica
Do que mais se ocupava
Tecia peças de renda
E vestidos costurava.
Também cantava no coro
Da igrejinha local
Quando nascia um menino
Preparava o enxoval
Organizava os presépios
Para as festas de Natal.
Era dos pais o orgulho
Inveja da mulherada
Que hoje só pensa em funk
Em arrocha e vaquejada
Em dar prancha no cabelo
Se divertir e mais nada.
No quintal de sua casa
Criava uma égua mansa
Boa de sela e de trote
Animal de confiança
Deu-lhe o nome de Cupido
Pela sua temperança.
Quando ia pra cidade
Cupido lhe transportava
Com uma delicadeza
Que todo mundo invejava
Ela então retribuindo
Todo carinho lhe dava.
Perto dali residia
Um sujeito sem moral
Tirado a arruaceiro
Uma pessoa do mal
Que enxergava em Madalena
Sua mulher ideal.
Seu nome era Manoel
Conhecido por Manuca
Não gostava de trabalho
Tinha uma vida maluca
Seu esporte preferido
Beber e jogar sinuca.
Madalena já sabia
Das intenções do rapaz
Porém nada lhe dizia
Queria viver em paz
Falava consigo mesmo
É assim que mulher faz.
Manuca por sua vez
Nunca deixava barato
Perseguia Madalena
Fosse na rua ou no mato
Mantinha-se na espreita
Se escondendo como um gato.
Ela ficava calada
Não contava pra ninguém
Tinha medo de escândalo
Pois era gente de bem
E ao astuto mancebo
Não tratava com desdém.
Um dia vindo da missa
Deu de cara com Manuca
Que saía todo prosa
De uma casa de sinuca
Quando os dois deram de cara
Quase houve uma muvuca.
O HOMEM...
O conquistador que era
Um teimoso contumaz
Não notou que Josafá
Vinha um pouco logo atrás
Madalena deu de ombros
E despistou o rapaz.
Josafá e Madalena
Começaram a se encontrar
Em menos de quinze dias
Já estavam a namorar
E sem muito mais delongas
Resolveram se casar.
Foram direto à cidade
E ao padre da freguesia
Que foi logo declarando
Empecilho não havia
Mandou publicar proclamas
Com prazo de trinta dias.
No dia designado
O casal se aprontou
Em direção à igreja
Cada um se deslocou
Madalena ia em Cupido
Para encontrar seu amor .
Josafá saiu na frente
Como é a regra geral
O noivo chegar primeiro
Para o ato nupcial
Dirigiu-se ao altar-mor
Para o cerimonial.
Nosso galã de segunda
Ficou endemoniado
Por saber que a moça estava
De casamento marcado
Ano dia mês e hora
Estava tudo acertado.
Combinou com dois comparsas
E armaram uma cilada
Ficaram esperando a noiva
Numa curva da estrada
Quando ela se aproximou
Da égua foi derrubada.
Amarraram os seus braços
E a cobriram com um lençol
Depois tomaram de um lenço
Embebido com formol
E ali ficaram escondidos
Esperando o pôr do sol.
Cupido nesse momento
Num gesto desesperado
Fez uso de seus poderes
Nunca antes revelados
Mas o momento exigia
Que os mesmos fossem usados.
Tirou a sela e arreios
Numa atitude serena
Transformando-se em mulher
Para enfrentar o problema
Cobriu-se toda de branco
Vestiu-se igual Madalena.
Chegou na hora marcada
Dirigindo-se ao altar
Mas antes pela demora
Precisou se desculpar
Falando para os presentes
Estou pronta pra casar.
Tido ocorreu sem percalços
Na pura normalidade
Acabada a cerimônia
Sem fazer qualquer alarde
Chamou Josafá de lado
Contando toda verdade.
Sem perder mais um minuto
Foram à Delegacia
Relataram ao delegado
Tudo aquilo que ocorria
Para o lugar da ocorrência
O delegado seguia.
Josafá ia na frente
Distante mais de uma légua
Ao seu lado ia Cupido
Que já voltara a ser égua
Heroína da história
Com seu trabalho sem trégua.
Chegando ao local do crime
Encontraram o desordeiro
Deram-lhe voz de prisão
Algemaram bem ligeiro
Libertaram Madalena
Daquele seu cativeiro.
Dpois de tudo acabado
O problema resolvido
Todos riram da história
E de como tinha ocorrido
Depois foram ao capelão
Que ainda estava aturdido.
O HOMEM cont...
O vigário quando soube
Ficou muito indignado
Nunca vira em sua igreja
Fato tão inusitado
Chamou Josafá e disse
O ato está anulado.
Não aceito essa heresia
Pois respeito a minha fé
Homem casado com égua
É coisa que não dá pé
Que vá se queixar ao bispo
Ou então à Santa Sé.
Foram falar com o bispo
Na cúria diocesana
Que ali naquele momento
Quase caiu da poltrona
Dizendo não é comigo
Mandou o caso pra Roma.
Quatro meses se passaram
Até chegar a resposta
Os mais entusiasmados
Faziam suas apostas
No veredicto do clero
Para a solução proposta.
Um envelope lacrado
Chegou de Roma afinal
Dentro dele um documento
Trazia o selo papal
E um carimbo atestante
De "matrimônio legal ".
Houve grande regozijo
Com louvores a Javé
Todos foram absolvidos
Decidiu a Santa Sé
Porque também o vigário
Agira de boa fé.
Entendeu o Santo Padre
Em sua nobre missão
Não foi pervertida a ordem
Valeu a boa intenção
Afinal tem casamento
Até por procuração.
Pelo erro cometido
Manuca foi perdoado
Mas não vai ficar assim
Disse o vigário zangado
Daqui o senhor não sai
Sem purgar o seu pecado.
Deu-lhe como penitência
Rezar pra Jesus Menino
Duzentas ave-marias
Mais o credo bizantino
Ficou livre assim Manuca
Para seguir seu destino.
Cupido pelo que fez
Foi dispensada da lida
Regiamente compensada
Por sua dona querida
Não precisou trabalhar
Nem mais um dia na vida.
Josafá e Madalena
Gozaram lua de mel
Ali mesmo na fazenda
Contando estrelas no céu
E durante toda a vida
Um foi ao outro fiel.
Aqui termina a história
De um amor de verdade
Que por ser puro e sincero
Venceu adversidades
Porque o amor sempre vence
É esta a realidade.
FIM
Massilon Silva
22/03/2017
Quero desde já ceder um espaço aqui nesse blog para essas grandes obras que merecem toda divulgação possível, espero que gostem assim como eu, pois esse escritor merece todo o nosso respeito e admiração.
Ao longo do tempo postarei mais informações sobre o autor da poesia que assim como vocês também estou conhecendo.
Aqui está, desfrutem:
O HOMEM QUE SE CASOU COM UMA ÉGUA
Josafá era um rapaz
Honesto e trabalhador
Tinha casa na cidade
E sítio no interior
Cuidar de tudo o que tinha
Era esse o seu labor.
Moço de boa família
Era homem de valor
Pobre porém decidido
A prosperar sem favor
Preparava com afinco
Seu futuro promissor.
Criava porco e galinha
Ema avestruz e pavão
Tinha uma vaca de leite
A melhor da região
Seus trinta litros coados
Causavam admiração.
Aos vinte anos de idade
Quase nada lhe faltava
Mas sentia que uma flexa
O coração lhe acertava
Por amor de uma donzela
O seu peito soluçava.
Bem perto de onde morava
Existia uma pequena
Casta bonita e cheirosa
Qual uma flor de açucena
Rainha das redondezas
Se chamava Madalena.
Madalena era de prendas
De casa não se afastava
Era da lide doméstica
Do que mais se ocupava
Tecia peças de renda
E vestidos costurava.
Também cantava no coro
Da igrejinha local
Quando nascia um menino
Preparava o enxoval
Organizava os presépios
Para as festas de Natal.
Era dos pais o orgulho
Inveja da mulherada
Que hoje só pensa em funk
Em arrocha e vaquejada
Em dar prancha no cabelo
Se divertir e mais nada.
No quintal de sua casa
Criava uma égua mansa
Boa de sela e de trote
Animal de confiança
Deu-lhe o nome de Cupido
Pela sua temperança.
Quando ia pra cidade
Cupido lhe transportava
Com uma delicadeza
Que todo mundo invejava
Ela então retribuindo
Todo carinho lhe dava.
Perto dali residia
Um sujeito sem moral
Tirado a arruaceiro
Uma pessoa do mal
Que enxergava em Madalena
Sua mulher ideal.
Seu nome era Manoel
Conhecido por Manuca
Não gostava de trabalho
Tinha uma vida maluca
Seu esporte preferido
Beber e jogar sinuca.
Madalena já sabia
Das intenções do rapaz
Porém nada lhe dizia
Queria viver em paz
Falava consigo mesmo
É assim que mulher faz.
Manuca por sua vez
Nunca deixava barato
Perseguia Madalena
Fosse na rua ou no mato
Mantinha-se na espreita
Se escondendo como um gato.
Ela ficava calada
Não contava pra ninguém
Tinha medo de escândalo
Pois era gente de bem
E ao astuto mancebo
Não tratava com desdém.
Um dia vindo da missa
Deu de cara com Manuca
Que saía todo prosa
De uma casa de sinuca
Quando os dois deram de cara
Quase houve uma muvuca.
O HOMEM...
O conquistador que era
Um teimoso contumaz
Não notou que Josafá
Vinha um pouco logo atrás
Madalena deu de ombros
E despistou o rapaz.
Josafá e Madalena
Começaram a se encontrar
Em menos de quinze dias
Já estavam a namorar
E sem muito mais delongas
Resolveram se casar.
Foram direto à cidade
E ao padre da freguesia
Que foi logo declarando
Empecilho não havia
Mandou publicar proclamas
Com prazo de trinta dias.
No dia designado
O casal se aprontou
Em direção à igreja
Cada um se deslocou
Madalena ia em Cupido
Para encontrar seu amor .
Josafá saiu na frente
Como é a regra geral
O noivo chegar primeiro
Para o ato nupcial
Dirigiu-se ao altar-mor
Para o cerimonial.
Nosso galã de segunda
Ficou endemoniado
Por saber que a moça estava
De casamento marcado
Ano dia mês e hora
Estava tudo acertado.
Combinou com dois comparsas
E armaram uma cilada
Ficaram esperando a noiva
Numa curva da estrada
Quando ela se aproximou
Da égua foi derrubada.
Amarraram os seus braços
E a cobriram com um lençol
Depois tomaram de um lenço
Embebido com formol
E ali ficaram escondidos
Esperando o pôr do sol.
Cupido nesse momento
Num gesto desesperado
Fez uso de seus poderes
Nunca antes revelados
Mas o momento exigia
Que os mesmos fossem usados.
Tirou a sela e arreios
Numa atitude serena
Transformando-se em mulher
Para enfrentar o problema
Cobriu-se toda de branco
Vestiu-se igual Madalena.
Chegou na hora marcada
Dirigindo-se ao altar
Mas antes pela demora
Precisou se desculpar
Falando para os presentes
Estou pronta pra casar.
Tido ocorreu sem percalços
Na pura normalidade
Acabada a cerimônia
Sem fazer qualquer alarde
Chamou Josafá de lado
Contando toda verdade.
Sem perder mais um minuto
Foram à Delegacia
Relataram ao delegado
Tudo aquilo que ocorria
Para o lugar da ocorrência
O delegado seguia.
Josafá ia na frente
Distante mais de uma légua
Ao seu lado ia Cupido
Que já voltara a ser égua
Heroína da história
Com seu trabalho sem trégua.
Chegando ao local do crime
Encontraram o desordeiro
Deram-lhe voz de prisão
Algemaram bem ligeiro
Libertaram Madalena
Daquele seu cativeiro.
Dpois de tudo acabado
O problema resolvido
Todos riram da história
E de como tinha ocorrido
Depois foram ao capelão
Que ainda estava aturdido.
O HOMEM cont...
O vigário quando soube
Ficou muito indignado
Nunca vira em sua igreja
Fato tão inusitado
Chamou Josafá e disse
O ato está anulado.
Não aceito essa heresia
Pois respeito a minha fé
Homem casado com égua
É coisa que não dá pé
Que vá se queixar ao bispo
Ou então à Santa Sé.
Foram falar com o bispo
Na cúria diocesana
Que ali naquele momento
Quase caiu da poltrona
Dizendo não é comigo
Mandou o caso pra Roma.
Quatro meses se passaram
Até chegar a resposta
Os mais entusiasmados
Faziam suas apostas
No veredicto do clero
Para a solução proposta.
Um envelope lacrado
Chegou de Roma afinal
Dentro dele um documento
Trazia o selo papal
E um carimbo atestante
De "matrimônio legal ".
Houve grande regozijo
Com louvores a Javé
Todos foram absolvidos
Decidiu a Santa Sé
Porque também o vigário
Agira de boa fé.
Entendeu o Santo Padre
Em sua nobre missão
Não foi pervertida a ordem
Valeu a boa intenção
Afinal tem casamento
Até por procuração.
Pelo erro cometido
Manuca foi perdoado
Mas não vai ficar assim
Disse o vigário zangado
Daqui o senhor não sai
Sem purgar o seu pecado.
Deu-lhe como penitência
Rezar pra Jesus Menino
Duzentas ave-marias
Mais o credo bizantino
Ficou livre assim Manuca
Para seguir seu destino.
Cupido pelo que fez
Foi dispensada da lida
Regiamente compensada
Por sua dona querida
Não precisou trabalhar
Nem mais um dia na vida.
Josafá e Madalena
Gozaram lua de mel
Ali mesmo na fazenda
Contando estrelas no céu
E durante toda a vida
Um foi ao outro fiel.
Aqui termina a história
De um amor de verdade
Que por ser puro e sincero
Venceu adversidades
Porque o amor sempre vence
É esta a realidade.
FIM
Massilon Silva
22/03/2017
segunda-feira, 20 de março de 2017
São Cristóvão Sergipe
Foi muito rápido, mas ao mesmo tempo gratificante, enfim hoje pude conhecer a cidade História de São Cristóvão.
A felicidade que senti não tem tamanho, sentir-me como uma criança, e fiz alguma fotografias, não foram muitas pois estava apenas com um simples celelar, garanto a todos vocês que repetirei a visita com muita mais calma e tempo para contemplar bem mais as belíssimas construções históricas dessa Cidade que eu particularmente admiro muito.
Valeu muito, sendo que realizei um grande sonho em minha vida.
Veja abaixo algumas fotografias que tirei.E muivo Obrigado por estar comigo nessa jornada.
A felicidade que senti não tem tamanho, sentir-me como uma criança, e fiz alguma fotografias, não foram muitas pois estava apenas com um simples celelar, garanto a todos vocês que repetirei a visita com muita mais calma e tempo para contemplar bem mais as belíssimas construções históricas dessa Cidade que eu particularmente admiro muito.
Valeu muito, sendo que realizei um grande sonho em minha vida.
Veja abaixo algumas fotografias que tirei.E muivo Obrigado por estar comigo nessa jornada.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Pedaços da eternidade
Pedaços da eternidade se depender de mim.
Não sei o por que me encarreguei dessa difícil missão falar das dolorosas perdas que tivemos aqui no Povoado Bonsucesso, no final de 2016.
Começarei pela maior dor que tive com a perda do meu avô paterno, a quem chamávamos de pai Júlio, (seus netos o chamavam assim),meu vô era cego há mais de 15 anos, já fiz algumas pastagens sobre ele aqui no blog.Ele nos deixou no dia 06 de Outubro de 2016, mas , para ele que se encontrava acamado, desde que quebrou o femo, não tinha mais como reverter, era triste vê-lo daquele jeito, sofremos, mas o entregamos a Deus com todo amor que tínhamos no peito, pois sabemos que agora o senhor ele está bem.
Com um mês do falecimento do meu vô Júlio, perdemos um outro grande homem, ainda não entendo como aconteceu rápido, eu não estava no Povoado, meu pai me deu a notícia por telefone, seu amigo, companheiro de seção havia falecido, o Tenente Edmundo...Fico até sem palavras, já estava com o coração em pedaços, então ele despedaçou ainda mais.
O Tenente chegava na casa do meu pai a noite quando estávamos sentados na calçada, e sempre perguntava pra minha mãe que é portadora de insuficiência renal crônica.
_Como vai Dede?
-Ela sempre respondia: -Vivendo e achando bom.
Não esqueço disso por que aparentemente, ele também estava bem,mas, senhor não estou aqui para questionar nada.
Passado mais uma semana desse acontecido, se recuperando de uma cirurgia inesperadamente, quando estava voltando do trabalho vi um amontoado de gente na casa de Dona Olga, (como era conhecida no Povoado), a antiga parteira que atualmente era a voz de ouro da nossa pequena capela.
Poucos minutos depois, havia falecido...
O que é que has Bonsucesso, falava o Padre Padre Mario César. Há essa altura o nosso coração já estava nas mãos a ponto de explodir a qualquer movimento. Nos últimos meses ela havia se aproximado muito do meu pai, pois como era a responsável pela ambulância, ou pelo da saúde aqui do Povoado e minha mãe vivia sempre precisando do transporte.
Bem acho que já me estendi muito no texto, só que não mencionei a perda do Manoel do Leite, o morador mais antigo do Povoado, que em Janeiro completaria 101 ano de vida, não deu para esperar e ele também acabou partindo no final de 2016, como sabemos a nossa hora final não está em nossas mãos.
Obrigado Senhor Manoel do Leite pelas inúmeras contribuições deixadas para o resgate dessa história adormecida que resgatei com o senhor.
2016 não queria mesmo terminar e nos levou mais um dos nossos, esse também levava sua vida toda a cuidar da Nossa pequena Capela, por muitos anos foi assim, dessa vez foi Valdir, o filho da finada Agda, vizinho dos meus pais, pessoa conhecida por todos por terem um coração enorme.
Infelizmente esse texto é carregado de dor , mas também traz um pouco de cada um deles que fizeram e farão sempre parte da nossas vidas.
Não sei o por que me encarreguei dessa difícil missão falar das dolorosas perdas que tivemos aqui no Povoado Bonsucesso, no final de 2016.
Começarei pela maior dor que tive com a perda do meu avô paterno, a quem chamávamos de pai Júlio, (seus netos o chamavam assim),meu vô era cego há mais de 15 anos, já fiz algumas pastagens sobre ele aqui no blog.Ele nos deixou no dia 06 de Outubro de 2016, mas , para ele que se encontrava acamado, desde que quebrou o femo, não tinha mais como reverter, era triste vê-lo daquele jeito, sofremos, mas o entregamos a Deus com todo amor que tínhamos no peito, pois sabemos que agora o senhor ele está bem.
Com um mês do falecimento do meu vô Júlio, perdemos um outro grande homem, ainda não entendo como aconteceu rápido, eu não estava no Povoado, meu pai me deu a notícia por telefone, seu amigo, companheiro de seção havia falecido, o Tenente Edmundo...Fico até sem palavras, já estava com o coração em pedaços, então ele despedaçou ainda mais.
O Tenente chegava na casa do meu pai a noite quando estávamos sentados na calçada, e sempre perguntava pra minha mãe que é portadora de insuficiência renal crônica.
_Como vai Dede?
-Ela sempre respondia: -Vivendo e achando bom.
Não esqueço disso por que aparentemente, ele também estava bem,mas, senhor não estou aqui para questionar nada.
Passado mais uma semana desse acontecido, se recuperando de uma cirurgia inesperadamente, quando estava voltando do trabalho vi um amontoado de gente na casa de Dona Olga, (como era conhecida no Povoado), a antiga parteira que atualmente era a voz de ouro da nossa pequena capela.
Poucos minutos depois, havia falecido...
O que é que has Bonsucesso, falava o Padre Padre Mario César. Há essa altura o nosso coração já estava nas mãos a ponto de explodir a qualquer movimento. Nos últimos meses ela havia se aproximado muito do meu pai, pois como era a responsável pela ambulância, ou pelo da saúde aqui do Povoado e minha mãe vivia sempre precisando do transporte.
Bem acho que já me estendi muito no texto, só que não mencionei a perda do Manoel do Leite, o morador mais antigo do Povoado, que em Janeiro completaria 101 ano de vida, não deu para esperar e ele também acabou partindo no final de 2016, como sabemos a nossa hora final não está em nossas mãos.
Obrigado Senhor Manoel do Leite pelas inúmeras contribuições deixadas para o resgate dessa história adormecida que resgatei com o senhor.
2016 não queria mesmo terminar e nos levou mais um dos nossos, esse também levava sua vida toda a cuidar da Nossa pequena Capela, por muitos anos foi assim, dessa vez foi Valdir, o filho da finada Agda, vizinho dos meus pais, pessoa conhecida por todos por terem um coração enorme.
Infelizmente esse texto é carregado de dor , mas também traz um pouco de cada um deles que fizeram e farão sempre parte da nossas vidas.
E hoje acordei com a triste notícia do falecimento de mais um conterrâneo, contador de muitas histórias sobre o Povoado, nessa madrugada por volta das 2 horas da madrugada, nos deixa agora para entrar na vida eterna.
26/05/2017
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| Saudades eternas Eronildes. |
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Carnaval no Povoado Bonsucesso.
Confesso que carnaval nunca foi minha praia, apesar de ser considerado uma das festas populares mais animadas no mundo.
Aqui em Bonsucesso, não é diferente, sempre ouvia os meus pais falando no entrudo, onde as pessoas saiam na rua e davam uma volta no Povoado, puxando para o grupo e levando todos para a folia. Começavam com água e terminavam todos pintados com pó de farinha de trigo ou algo parecido.
Como fui muito retraída , até me trancava em casa para não participar dessa zueiradovalor toda.
Do último carnaval que estive presente na terrinha, que foi em 2015, e não sei por que mas me deixei envolver e cai na multidão
, foi maravilhoso, já estou até pensando em estar lá novamente.
Bonsucesso me aguarde, não adianta de nada passarmos os nossoseus festejos em outro lugar. Tu és Bonsucesso o melhor lugar do mundo para estar.
Aqui em Bonsucesso, não é diferente, sempre ouvia os meus pais falando no entrudo, onde as pessoas saiam na rua e davam uma volta no Povoado, puxando para o grupo e levando todos para a folia. Começavam com água e terminavam todos pintados com pó de farinha de trigo ou algo parecido.
Como fui muito retraída , até me trancava em casa para não participar dessa zueiradovalor toda.
Do último carnaval que estive presente na terrinha, que foi em 2015, e não sei por que mas me deixei envolver e cai na multidão
, foi maravilhoso, já estou até pensando em estar lá novamente.
Bonsucesso me aguarde, não adianta de nada passarmos os nossoseus festejos em outro lugar. Tu és Bonsucesso o melhor lugar do mundo para estar.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Mais um ano da tradicional festa de São Sebastião.
Mais um ano de festejo, e Tradição.
Foi uma festa tranquila, muitos devotos e fiéis que não perdem por nada esse dia abençoado que é o dia 20 de janeiro.Quem não pode comparecer por algum motivo importante fica de coração apertado, não t explicação para tamanhã emoção sentida em estar presente tanto na missa que é celebrada pela manhã, ou a procissão realizada no final da tarde.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Centenário do Vapor Moxoto
Nem todo Centenário é motivo de glórias, mas hoje fazem exatos 100 anos que naufragou aqui nas margens do São Francisco, ao lado da Ilha Belmonte, entre o Povoado Bonsucesso, município de Poço Redondo, e o Povoado Ilha do Ferro, município de Pao de Açúcar AL.
O Vapor chamava-se Moxoto, era uma embarcação pequena, porém toda feita de ferro.
Por muito tempo tive dúvidas enquanto a real data do acontecido, se foi dia 10 ou 11 de Janeiro, pois muitas pesquisas que realixei com os moradores do Povoado, muitos me falavam em dia 11, isso não esqueço jamais, não sei se por eu ser criança, ou porque me impactou mesmo. Sempre que o rio se cavalos, minha curiosidade so aumentava.
Bem, assim como me falavam no dia 11, também ouvi falar que havia sido em uma quarta feira, já a boquinha da noite,noite de forte tempestade, daí pode ter surgido essa contradição, não me contentei e procurei um calendário de Janeiro de 1917, contatudo, que o dia de quarta feira, caiu no dia 10.
Supoe-se que a notícia tenha se espalhado somente na manhã do dia 11, provavelmente quando foi constatado o naufrágio.
A população de Bonsucesso se encontra nesse momento realizando uma Missa em homenagem a todos que se faziam presentes naquela terrível noite,é um fato triste mas que estejam assim em paz.Não poderia de esquecer de agradecer ao GPHB(Grupo de Pesquisa Historica de Bonsucesso ), por estar firme na luta por nosso resgate Cultural.
O Vapor chamava-se Moxoto, era uma embarcação pequena, porém toda feita de ferro.
Por muito tempo tive dúvidas enquanto a real data do acontecido, se foi dia 10 ou 11 de Janeiro, pois muitas pesquisas que realixei com os moradores do Povoado, muitos me falavam em dia 11, isso não esqueço jamais, não sei se por eu ser criança, ou porque me impactou mesmo. Sempre que o rio se cavalos, minha curiosidade so aumentava.
Bem, assim como me falavam no dia 11, também ouvi falar que havia sido em uma quarta feira, já a boquinha da noite,noite de forte tempestade, daí pode ter surgido essa contradição, não me contentei e procurei um calendário de Janeiro de 1917, contatudo, que o dia de quarta feira, caiu no dia 10.
Supoe-se que a notícia tenha se espalhado somente na manhã do dia 11, provavelmente quando foi constatado o naufrágio.
A população de Bonsucesso se encontra nesse momento realizando uma Missa em homenagem a todos que se faziam presentes naquela terrível noite,é um fato triste mas que estejam assim em paz.Não poderia de esquecer de agradecer ao GPHB(Grupo de Pesquisa Historica de Bonsucesso ), por estar firme na luta por nosso resgate Cultural.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Santa Missão no Povoado Bonsucesso
Foi realizada nos dia 01/12 a 04/12/2016
Foi realizada no Município Poco Redondo Sergipe uma Santa Missão agora no mês de Dezembro do corrente ano.Contou com a presença de uma multidão de fiei, em nome do amor ao próximo, em nome da Fé, meu amigo e irmão.Sem Fé, não seriamos nada.
Mas afinal vamos entender melhor o significado de uma Santa Missão
O que seria uma Santa Missão, já que as palavras ja deixam clara seu interesse, Missão, evangelho, amor, união, irmandade, religiosidade, afeto, caridade, união, santidade, palavra difícil, mas é verdade.E não faltam adjetivos para definirem esse ato de amor.
Se voltarmos um pouco la atrás na história chegaremos justamente aos Jesuítas, e a difícil Missão que eles tiveram de Catequizarem os Nativos da Terra descoberta pelos Portugueses.Catequizar...ensinar, evangelizar, amar o próximo, coisa linda né gente.Estamos muito precisando de atos assim, de carinho, e acolhimento, nós somos irmandades, e se não trabalharmos dessa forma podemos nos perder, devemos e podemos praticar o bem, sem medo das consequências, sem receio se o outro vai querer sua ajuda ou não, o importante é estender a mão ao próximo.
Nosso rio, O Velho Chico, esta sofrendo muito e nos pedindo socorro.Não canso de falar, eu sou apenas uma mente pensante, sei que posso contar com alguns, mas não tenho forças sozinha.
Finalizarei por aqui com algumas imagens, que não foram feitas por mim, mas por pessoas que assim como eu dividimos dos mesmos sonhos, embora trabalhemos,de formas diferentes, temos os mesmos objetivos.
A passagem da Santa Missão por nosso Município deixou marcas, não só em nossos corações como também em nossas terras, por cada lugar que passaram deixaram seu simbolo, que não mais poderia ser do que uma Cruz, para que botássemos em um Ponto Fixo do Povoado.
Muito obrigada por estar aqui, não sei se me compreende, mas só pelo fato de estar lendo o que escrevo, sinto-me feliz.Eu preciso muito de cada um de vocês, e o que eu quero não é crescimento pessoal não, não gosto de multidão, minha timidez é enorme, quero poder ajudar as pessoas a se encontrarem na vida, assim com eu também quero me encontrar, mas acho que estou no caminho certo.
Foi realizada no Município Poco Redondo Sergipe uma Santa Missão agora no mês de Dezembro do corrente ano.Contou com a presença de uma multidão de fiei, em nome do amor ao próximo, em nome da Fé, meu amigo e irmão.Sem Fé, não seriamos nada.
Mas afinal vamos entender melhor o significado de uma Santa Missão
O que seria uma Santa Missão, já que as palavras ja deixam clara seu interesse, Missão, evangelho, amor, união, irmandade, religiosidade, afeto, caridade, união, santidade, palavra difícil, mas é verdade.E não faltam adjetivos para definirem esse ato de amor.
Se voltarmos um pouco la atrás na história chegaremos justamente aos Jesuítas, e a difícil Missão que eles tiveram de Catequizarem os Nativos da Terra descoberta pelos Portugueses.Catequizar...ensinar, evangelizar, amar o próximo, coisa linda né gente.Estamos muito precisando de atos assim, de carinho, e acolhimento, nós somos irmandades, e se não trabalharmos dessa forma podemos nos perder, devemos e podemos praticar o bem, sem medo das consequências, sem receio se o outro vai querer sua ajuda ou não, o importante é estender a mão ao próximo.
Nosso rio, O Velho Chico, esta sofrendo muito e nos pedindo socorro.Não canso de falar, eu sou apenas uma mente pensante, sei que posso contar com alguns, mas não tenho forças sozinha.
Finalizarei por aqui com algumas imagens, que não foram feitas por mim, mas por pessoas que assim como eu dividimos dos mesmos sonhos, embora trabalhemos,de formas diferentes, temos os mesmos objetivos.
A passagem da Santa Missão por nosso Município deixou marcas, não só em nossos corações como também em nossas terras, por cada lugar que passaram deixaram seu simbolo, que não mais poderia ser do que uma Cruz, para que botássemos em um Ponto Fixo do Povoado.
Muito obrigada por estar aqui, não sei se me compreende, mas só pelo fato de estar lendo o que escrevo, sinto-me feliz.Eu preciso muito de cada um de vocês, e o que eu quero não é crescimento pessoal não, não gosto de multidão, minha timidez é enorme, quero poder ajudar as pessoas a se encontrarem na vida, assim com eu também quero me encontrar, mas acho que estou no caminho certo.
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| Foto: Quitéria Gomes. |
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| Foto: Lucélia Santos. |
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| Foto: Lucélia Santos. |
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