domingo, 8 de março de 2015

CERCA DE PEDRA



 Cerca de pedra ou como queiram Curral de Pedras.









Cerca de Pedras la no fundo. Acervo autora.
 







sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O Poder da Cultura Local



    O poder da cultura local na vida da criançada, faz total diferença para as  futuras gerações. Quando fui criança conheci brincadeira que hoje nem se quer se ver mais as crianças brincando, brinquei de boneca, mas era de pano feita por minha mãe, e para o meu irmão era de carrinho de lata de óleo, até de cozinhado agente brincava nos fundos do quintal, algumas crianças brincavam de circo, de Cavalhada com cavalos de Pau.Todas as noites e principalmente nos dias de chuva sentávamos para ouvir o meu pai contar historia, tanto o meu pai como os pessoas mais idosas contavam muitas coisas sobre João Valentim, o bicho que se transformava em qualquer coisa, as vezes era em um cachorro, ou em uma criança e saia nas ruas do povoado chorando e apavorando o povo do lugar, tinha muitas historias sobre nego d água, mula sem cabeça, fogo corredor, Lobisomem era sempre assim , até os dias de hoje ainda se fala muito em lobisomem, principalmente nesse período da quaresma.
    De todas as historia a que eu mais gostava era sobre a origem do Povoado, sobre os moradores, todo assunto relacionado a origem de Bonsucesso, quando o meu pai começava....Antigamente, eu corria para o meio da seção e ficava curiando o que eles iriam conversar daquela vez.
Bonsucesso não tinha energia elétrica então era no candeeiro, quem tinha Lamparina usava, mas os candeeiros era feitos de lata de óleo com o pavio de algodão.Por isso e por muito mais que o poder da cultura local esta presente na minha vida, mas eu me pergunto, e pras futuras gerações, o que vai ficar?
    Ainda cheguei a ver as batiduras de arroz, ouvia as músicas que elas cantavam, e ficava fascinada por cada canção que surgia e o fuba feito nos piloes batidos nos fundos de quintais, meu Deus como era bom todo esse tempo.Sinto falta e queria que cada criança amasse o seu passado como eu amo o meu, amo por que sou simples, sou apaixonada por cada traço da cultura do meu povo, pela Cultura Local da minha gente.
    Meu Bonsucesso querido,de São Sebastião, guerreiro destemido e forte,  orgulho da Região.Como se não bastasse temos a imagem da nossa Virgem de Fátima  protetora que está conosco desde a origem da gente humilde e escrava, que foram nossos ancestrais.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Mais um Ano Novo

    Mais um ano que passou, deixando marcas no coração de muitos,
 sejam elas de alegria ou de dor, espero que tenham sido de aprendizado, de reflexão.
    Bonsucesso esta aí, lindo como sempre, mas parado, sem metas traçadas,
Gostaria muito de crescer junto com o meu povoado,
 queria planos de desenvolvimento para Bonsucesso,
 para os jovens do lugar. Não basta só sombra e água fresca, tem que ter crescimento.
    E que a benção do nosso santo protetor, São Sebastião se espalhe com fulgor em nosso coração, iluminando mentes e a dos nossos governantes por dias melhores para o povo de Bonsucesso e para seus visitantes.
01 de Janeiro 2015

Feriadão em Bonsucesso.

Primeiro dia de 2015 em Bonsucesso.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

o museu de Xingó

    Max

   O museu de Xingó, denominado de Max, traz importante contribuição sobre a presença humana na região, graças aos sítios arqueológicos, e artefatos como panelas, jarros, ceramicas e dentre uma

uma diversidade valiosíssima no processo da construção histórica.

Arquivo pessoal.
Arquivo pessoal.

Arquivo pessoal.

Arquivo pessoal.

Foto do Google.
 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Tupinambá e Tapuia

                        



Interprete a seguinte frase “tupinambá, um modo de ser indígena”. 
    Generalização dada pelos colonizadores e primeiros historiadores Sergipanos as tribos indígenas encontradas na região, considerando a cultura tupinambá como única.
    Muitos historiadores se pautaram a estudar a cultura indígena através dos tupinambás desconsiderando assim as demais tribos existentes.


Família de Tupinambá, xilogravura presente em Viagem à Terra do Grasil, de Jean de Lery (1578)

domingo, 26 de outubro de 2014

MINHA PEQUENA COLEÇÃO

                                            


Todas encontradas aqui mesmo no Povoado Bonsucesso, amo de paixão sempre que encontro uma moeda nova, para mim que sou estudante de história isso é um tesouro.
Ainda cabe na palma da minha mão.


 Preciso afirmar duas coisas que eu amo de coração, sem medo de dizer:
Amo minha familía, e amo estudar história minha segunda paixão,


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

As enchentes do Rio São Francisco.



    As enchentes eram boas por que traziam muitos beneficios, tinham as plantações de arroz, verdura, peixes que eram muito e de varios tipos, lembro-me das enchentes de 1926, foi uma cheia muito grande, depois veio a de 1960, que as aguas foram bater lá no campo de futebol, as canoas eram amarradas no pau ferreiro, as lagoas ficaram cheis.
Outra enchente que lembro foiem 1949.
                                                           Mané do Leite.


A senhora Maria Josefina dos Santos disse o seguinte sobre as enchentes:
_O rio...(Pensou) o rio quando eu era pequena, o rio que agente conhe eu era Bonsucesso, Curralinho, até Porto da Folha, Ilha do Ouro, mais agente né so viajava era de canoa, na canoa de Tolda ou então naqueles canoinhas pequenas, era bonito, era a enchente do rio uma festa pra gente.Aquelas vagens enchiam de água aí agente fazia aquela plantação de arroz, tiravamos arroz que era uma grandeza, era plantação de meieiro, mais era boa.
Mais esse tempo bom se acabou e hoje em dia não existe mais nada disso, quando agente morava em Curralinho Velho, que o finado meu pai plantava, menina oí tirava tanto arroz que botava as bata, oí eram dois dias, três dias, juntava aquela festa de gente, vinham a noite só para bater arroz.
                              Entrevista realizada em 2010, para um trabalho da faculdade.

Dizeres Populares dos Nordestinos.

                           Ditos Populares de muitos moradores do Povoado.


    Listarei alguns e peço que você de sua opinião para que eu possa enumerar por ordem, Qual o ditado popular que você mais ouviu falar ?

A pressa é inimiga da perfeição.
Só pendure o Chapeu, em um lugar que você possa tirar;
Antes tarde do que nunca.
Quem não tem galinha, não espanta raposa;
Boca calada, serve de resposta;
Cavalo dado não se olha os dentes.
A corda sempre arrebenta pelo lado mais fraco.
A palavra é prata o silencio é ouro.
Antes só do que mal acompanhado.
Aqui se faz aqui se paga.
As paredes tem ouvido.
Casa de ferreiro espeto de pau.
Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
Farinha pouca, meu pirão primeiro.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Pontos Referenciais do Povoado Bonsucesso

    Vejam alguns pontos do Povoado Bonsucesso

Bonsucesso conta com :
01 Ilha denominada Ilha Belomonte,
01 Capela, localizada as margens do rio;
01 Croa, que surgiu devidoa estiagem em que se encontra o nosso São Francisco;
 02 Cachoeiras que mau é conhecida pelos propios moradores;
 01 Casarão Colonial do Século XIX.
    Temos a cerca de pedra feita no tempo da escravidão, e olhe que muitos moradores ser quer tem noção da importância de um bem Patrimonial.meu objetivo não é de maneira alguma diminuir a população do lugar, pelo contrario, gostaria de buscar forças para mostrar a esse povo que muito me orgulha, por serem pessõas humildes e simples, que vieram de um passado masacrante, preciso ajudar meu povo a conhecer nossas raizes e sentirem o que eu sinto, eu amo cada pedacinho da história de surgimento do Povoado.
Essa é a Ilha Belomonte.
Capela Nossa Senhora do Rosario.



Vista de uma das Cachoeiras que tem no Povoado, pena não ter mais águas para correr por suas pedras e poder proporcionar aquele banho delicioso de tempos atraz.
Essa é a entrada da Cachoeira.

POPULAÇÃO DO POVOADO BONSUCESSO

                                              População do Povoado


    Bonsucesso conta com aproximadamente 748 pessõas, esse foi o ultimo levantamento realizado no mês de Maio do corrente ano.Temos 90 idosos e 48 crianças, de 0 a 5 anos de idade.Totalizando 205 famílias.
    É uma comunidade ribeirinha, sem grandes chances de crescimento, pois as oportunidades de crescimento são muito poucas, os jovens do lugar, assim que terminam o Ensino Médio ficam parados, muitos por não terem plano algum e outros, a grande maioria por que não tem mesmo meio de fazer uma faculdade para ingressar em um curso superior.
    Somos filhos de pescadores,que crescemos sem muitos sonhos em mente, é essa nossa realidade.
    Muitos se contentam em ter água encanada, energia eletrica, orelhões pelas ruas do Povoado, um Posto de saúde,uma quadra de esporte,um clube para festa, uma Escola Municípal e outra Estadual, que funciona até o fundamental, depois disso tem um ônibus para levar os alunos até a cidade todas as noites.

    Mas eu me pergunto, isso é o suficiente? será que merecemos tão pouco?
    O que penso a esse respeito, é que essa população precisa aprender a lutar pelo seu lugar, a ter mais amor com o proxinmo, assim seremos ambiciosos, guerreiros, lutaremos e conquistaremos beneficios para a comunidade.
Essa é minha opinião, e meu ponto de vista.




As Ruas do Povoado 




Rua dos umbuzeiros
Antiga rua dos umbuzeiros, hoje conhecida por rua Padre Cícero.

   
    Uma das primeiras moradoras dessa rua foi a senhora Adelaide, a mãe da finada Marieta esposa do já falecido tio Macena .Provavelmente o nome de rua do umbuzeiro foi dada por que aqui tinha muito pé de umbu, me refiro a esta rua no tempo em que ela era apenas pasto para gado e tinha poucos moradores,a população vai aos poucos aumentando e os casebres também ,pois nada mais eram do que pequenas casas feitas de barro,outro nome interessante foi  na época em que houve uma guerra em Cuba, o povo apelidou como rua do Cuba, pois tinha uns moradores que viviam brigando, passaram umas semanas assim em pé de guerra, então batizaram a rua do Cuba, hoje nada mais é do que rua Padre Cícero, pois temos uma imagem do Santo logo no inicio da rua, e tivemos muitos fieis que por longo período iam a Juazeiro em Romaria todos os anos.

  
                                                                 Rua da Gata
Rua santa Luzia, antiga rua da gata, acervo autora.

    Os nomes de rua antigamente eram batizados por pequenos acontecimentos, agora por exemplo vejam como foi dado o nome rua da Gata.Havia nessa rua um senhor que todos os dias chegava em casa com dois ou três caças de gato do mato, sempre que passavam por frente de sua residencia tinha um couro de gato secando no telheiro da casa desse senhor, isso foi o suficiente para batizarem de rua da Gata.Hoje o nome mudou e foi batizada de rua Santa Luzia, pois segundo contam todos os anos tinha novena da santa nessa mesma rua.


                                                              Rua Frei Damião
Rua Frei Damião, acervo autora.