segunda-feira, 16 de junho de 2014
Manoel Valentim.
O Que nos conta o senhor Manoel do Leite, sobre sua trajetória de vida
Já fui um Guarda,fui Vaqueiro, canoeiro e fazia linha de Penedo a Piranhas, Já estudei em tudo que é escola de Sergipe... (Risos), Nasci nos Patos, meu pai sempre quis fazer de mim gente, mais eu nunca quis nada com a vida, ele me botou na escola de Saco Grande com um senhor que chamavas se Bastião, a primeira lição que ele passou pra mim foi o ABC, era três letras apenas, quando eu fui dá a lição no primeiro dia eu não dei a lição, no segundo dia o professor escondeu o A e o B e por ai eu comecei, daí a escola tava muito longe, ele me tirou de lá e me botou na escola de Constantina, que era mãe do finado Juca. Depois fui pra escola de Penha, estudei com Domitila, a mãe de Dina, estudei com Caçula de Zizuino no Cajueiro. Eu fazia era pau pra não estudar, ainda estudei com Luiz Pereira no Cajueiro e fazia uma baguncinha na escola.
Por ultimo eu tive aqui na escola de Ana Cleto Brandão, que ele estudou para ser padre e não deu certo, ai ele fez uma escola para homens aqui no Povoado Bonsucesso,ele estudou nos Estados Unidos pra lá, e não teve como terminar os estudos, veio para Bonsucesso e aqui acabou casando, sua escola era na casa que hoje é de Dona Valdice. A escola era só pra rapazes e funcionava a noite, eu pagava 5 mil Reis por mês, e eu já era rapaz nesse tempo, estudei junto com Zé de Agenor, e também com Elizio Maia, que vinha pela Ilha do ferro todas as noites estudar aqui em Bonsucesso, estudei até o Manuscrito completo, a tabuada de vintém , a tabuada da pataca, ta tudinho aqui na minha cabeça.
Em 1943, eu trabalhava como Vaqueiro no Canungú, o terreno era de Edgar, mais a fazenda era de Agenozão.
_Eu fui caçador, agricultor, pastor, vaqueiro, pegava Ema, mocó e Preá.Fui um pouco de tudo na vida.
Eu hoje me sinto como um gato preso em um saco.minha vista não presta mais pra nada.
Fazíamos uma adivinhações na escola, eram mais ou menos assim:
O que é que o homem vê e que Deus não vê ?
R: ...............
Me responda professora
se algum tempo estudou,
entre grandes e pequenos,
como se chama o mês que a mulher fala menos ?
Lembro-me de umas lições que tirava no meu tempo de escola.
As meninas de hoje é que nem pena de xocó
Por cima vestido fino
Por baixo mulambo só.
As moças respondiam:
Esses rapazes de hoje
quatro não vale um vintém
pede a moça em casamento
e nem uma cueca tem.
As primeiras professoras.
As primeiras professoras do Povoado foram Maristela de Sá e Maria dos Prazeres dos Santos, mais conhecida como Dona Prazeres, Maristela ensinava pelo Estado e Dona Prazeres pelo Município, quem nos colocou foi o Prefeito Artur Moreira quando ganhou à eleição.
_Maristela ficou com os alunos maiores e eu peguei os menores, eu ensinava na minha casa, mas quando Alcino Alves ganhou a eleição e passou a ser o Prefeito de Poço Redondo ele construiu aqui no Povoado Bonsucesso um Salão Municipal, onde eu passei a ensinar lá, o Padre Gregório foi quem abençoou o Salão, foi numa festa de Janeiro a inauguração.
Quanto comecei a ensinar foi em 05 de Março, já o ano não estou lembrada, mais tenho tudo anotado. Depois de um tempo colocaram a Finada Dalila, pelo Município. Olhe minha filha, da Barra da Onça pra lá era caatinga pura, agente ia a pé tirar o dinheiro La em Poço Redondo.
Abaixo mostrarei uma entrevista realizada com uma morador do Povoado, o que só vem a comprovar um pouco de como era antigamente.Não tao diatante assim, mais para um povoado como o nosso que surgii do nada, é muito importante cada pedacinho descoberto.
Data da entrevista: 08/10/2014.(que na verdade foi mais um bate papo que uma entrevista).
Entrevistada: Lúcia de Castro.( Obrigada querida Lúcia , suas palavras ficarão guardadas para vida toda).
1. Quem foi sua primeira professora?
_ Dona Caçula, ela era irmã de Zeca Jesuíno, da mãe de Marlene, tia de Zé Carlos de Aracajú.
2. Onde era sua escola?
_ no grupo as escolas daqui eram de manhã.
3. Quem eram seus colegas de classe ?
_ Pedro meu irmão.
4. Com quem mais você estudou?
_ Também estudei com Dona Maristela e Dona Prazeres.
5. O que você acha sobre morar aqui em Bonsucesso?
_ sempre gostei até hoje eu gosto.
6. Uma lembrança marcante da sua vida.
...Quando os meus pais adoeceram foi eu quem cuidei deles ... (choro).
... uma vez Dona Sinharinha veio aqui em casa.
_ papai vendia leite do Senhor Edgar.
_ o namorado de Maria Luiza mandava os telegramas e papai entregava nas mãos dela, porque o pai dela não queria o namoro.
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| Dona Prazeres |
Data da entrevista: 08/10/2014.(que na verdade foi mais um bate papo que uma entrevista).
Entrevistada: Lúcia de Castro.( Obrigada querida Lúcia , suas palavras ficarão guardadas para vida toda).
1. Quem foi sua primeira professora?
_ Dona Caçula, ela era irmã de Zeca Jesuíno, da mãe de Marlene, tia de Zé Carlos de Aracajú.
2. Onde era sua escola?
_ no grupo as escolas daqui eram de manhã.
3. Quem eram seus colegas de classe ?
_ Pedro meu irmão.
4. Com quem mais você estudou?
_ Também estudei com Dona Maristela e Dona Prazeres.
5. O que você acha sobre morar aqui em Bonsucesso?
_ sempre gostei até hoje eu gosto.
6. Uma lembrança marcante da sua vida.
...Quando os meus pais adoeceram foi eu quem cuidei deles ... (choro).
... uma vez Dona Sinharinha veio aqui em casa.
_ papai vendia leite do Senhor Edgar.
_ o namorado de Maria Luiza mandava os telegramas e papai entregava nas mãos dela, porque o pai dela não queria o namoro.
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| Essa senhora de roupa cor de rosa foi a professora | Apolônia Dalila.(In Memoria). |
quarta-feira, 21 de maio de 2014
O que levou Elétrico a entrar para o bando de Lampião
Conheça um pouco sobre a vida de Eletrico, Cangaceiro do Bando de Lâmpião.
Naquele tempo, Lampião mandava e todos obedeciam aí de quem não obedecia. Certo dia ele chegou à casa de Pedro Miguel, um Senhor honesto e trabalhador que morava em sua nobre casinha no Minador, estava com sua esposa e filhos quando Lampião chegou com sua tropa ordenando que Pedro fosse na Lagoa do Saco dar um recado ao vaqueiro da fazenda dizer a ele que viesse pra matar uma reis, e quando a carne secasse iam fazer suas boias e ir embora, assim seu Pedro fez com medo de desobedecer Lampião, foi e deu o recado dizendo:_Luis, Lampião disse que você fosse matar uma reis pra ele, mas o vaqueiro recusou, dizendo que não iria de forma alguma. Seu Pedro retornou para dar a resposta ao temido rei do cangaço, e já imaginava que a reação não seria das melhores. Lampião olhou logo que Luis não havia vindo e perguntou:_Cadê o vaqueiro seu Pedro? Pedro Miguel, falou a verdade, e a reação de Virgulino foi imediata, estava com um facão na mão e jogou com raiva no chão dizendo: _ Como é que pode, eu não mando chamar um homem e ele não vem, vá três de vocês e traga ele aqui. o Senhor Pedro tentou intervir pelo vaqueiro, pois sabia que o sofrimento seria dos piores, falou: _Capitão por Nossa Senhora deixe o rapaz em paz, ajoelhou-se aos pés de Lampião que se compadeceu e disse: _O senhor tá derrotado de qualquer jeito Seu Pedro, mas vou atender o seu pedido por que o Senhor pediu por Nossa Senhora e isso eu não posso negar, agora pode se preparar, fique ciente disso não vai há cinco dias a policia vai bater aqui. Na manhã seguinte o Senhor Pedro saiu bem cedinho pro Saco da Serra e viu os cangaceiros cercando o gado e pegando o boi a mão, levaram amarraram em um pé de umbuzeiro e Seu Pedro perguntou:_ Mais Capitão, como é que se mata um rato desses, e Le disse: _Oxente é a coisa mais fácil do mundo, e o capitão pegou um canivete que tinha no quarto, estava bem amoladinha e empurrou no cabelo loiro da vaca que foi prá! A vaca brá, caiu esparramada no chão. Fizeram a carne, era um dia de terça feira, quando foi na quarta, ele preparou Pedro dizendo:_ Oi eu to indo embora amanhã, agora o senhor não negue de jeito nenhum, a policia vai chegar aí agora, pode dizer que fez a feira que eu mandei, quando acabei matei a vaca, salguei e fiz a carne, e puxei por aqui, pode dizer a eles que nós tamo do Poço pra riba. Assim seu Pedro fez, quer dizer planejou fazer. Com cinco dias depois, em Minador foi soldado que fechou a caatinga., era no terreiro, no curral, por toda parte, ao todo dava noventa e cinco, agora que uns deles ficaram separados por que eram amigos da família, e volante aqui de Sergipe, apenas de longe gritavam: _ não judeêm os paisanos não, como é que vocês ao invés de ir atrás dos bandidos na feira ficam judiando os paisanos. Mariano, um dos soldados perguntou pelo senhor dono da casa, e seu filho casula, que era o meu avô Julio Miguel saiu a procura do pai no curral, que estava com seus outros filhos todos trabalhando. Vieram todos pra casa. Mariano perguntou ao senhor Pedro como foi que aconteceu, o que Lampião tinha feito, os filhos do Senhor ficaram assentados no chão de um lado e o Velho Pedro do outro lado quando falou: Essa foi a primeira vez que o vi, ele chegou aqui pediu que eu fizesse uma feira e... Seu Pedro contou toda história, mas quando terminou de contar tudo direitinho recebeu foi uma pancada nas costas sabe como se mata um bode, então foi dessa forma que seu Pedro de 60 anos de idade, pai de 14 filhos, recebeu um golpe pelas costas, como se fosse uma batedura de arroz, cada soldado batia um pouco. Seus filhos e esposa apavorados sem poder fazer nada, alguns dos soldados tinham dó e tentavam acalmar a senhora esposa que estava dentro de casa com todos os seus filhos nesse momento.Um dos soldados ainda disse:_olhe dona amanhã bem cedo o seu marido vai preso, agora eu digo quando agente for se cubrindo la naquele tanque a senhora mande seus filhos pegarem os animais, arrumarem as coisas e podem ir embora daqui, não fiquem aqui não, se mandem. Ao lado da casa tinha um pé de umbuzeiro que estava coberto de soldados embaixo e um conhecido do velho tentou passar para ajudar, mas pegaram ele. Trouxeram Pedro pra casa todo machucado, duas costelas quebradas, ai soltaram dentro de casa espancado, quase morto. No fundo do quintal tinha um giral de pratos, uma tigela grande que pegava mais ou menos uns dois litros de água e derrepente o giral caiu, só ficou a tigela, o resto só pó, até os soldados foram ver o que foi na casa todos ficaram assombrados, assim os soldados se foram levando com ele o senhor Pedro. Nesse dia havia dezesseis pessoas na casa e como a velha já estava preparada, quando eles estavam no tanque quase se cobrindo, os filhos foram pegar os animais, o dia já estava quase amanhecendo atocaiaram os animais colocaram a cangalha, tacaram as coisas em cima e saíram devagarzinho, não andaram duzentas varas quando o tenente ordenou que uns soldados voltassem e pegassem um dos filhos, mas quando chegaram a casa não acharam mais nada, ainda saíram aos arredores e por pouco não os viram, desistiram e foram embora. Nesse dia a família do Senhor Pedro foi bater em Sítios Novos. Depois pegaram o rumo do Saco Grande, ficaram La sem saber de noticias, quando foi com as Ave Maria, a Senhora estava colocando a comida dos filhos, todos fizeram uma roda no chão para comer, derrepente quando olharam pra porta dos fundos Seu Pedro entrar portas a dentro e fala:_ fechem essa porta ligeiro pra ninguém me ver, corram aí a todas vejam se vocês acham uma canoa que preciso ir pras Trairás, vou atrás de Janjão Maia.Os seus filhos saíram as pressas e levaram o pai dali, no dia seguinte por volta de umas oito horas a policia chegou a procura dele, e todos fingiram que não sabiam de nada. Pedro Miguel foi o pai do cangaceiro Elétrico, que depois desse acontecimento com seu pai ele se revolta ao ouvir toda tortura que seu pai passou na delegacia de Monte Alegre, onde foi muito torturado no tempo que esteve la, foi tratado feito um animal. Manoel era o filho mais velho, por isso não pensou duas vezes quando foi convidado a entrar para o cangaço e ser batizado de Elétrico.Meu avô era o mais novo entre os filhos homens e se sei dessa história agradeço a ele por sua memórias excelente e pela riqueza de detalhes com que me contou. Obrigado pai Júlio.
Naquele tempo, Lampião mandava e todos obedeciam aí de quem não obedecia. Certo dia ele chegou à casa de Pedro Miguel, um Senhor honesto e trabalhador que morava em sua nobre casinha no Minador, estava com sua esposa e filhos quando Lampião chegou com sua tropa ordenando que Pedro fosse na Lagoa do Saco dar um recado ao vaqueiro da fazenda dizer a ele que viesse pra matar uma reis, e quando a carne secasse iam fazer suas boias e ir embora, assim seu Pedro fez com medo de desobedecer Lampião, foi e deu o recado dizendo:_Luis, Lampião disse que você fosse matar uma reis pra ele, mas o vaqueiro recusou, dizendo que não iria de forma alguma. Seu Pedro retornou para dar a resposta ao temido rei do cangaço, e já imaginava que a reação não seria das melhores. Lampião olhou logo que Luis não havia vindo e perguntou:_Cadê o vaqueiro seu Pedro? Pedro Miguel, falou a verdade, e a reação de Virgulino foi imediata, estava com um facão na mão e jogou com raiva no chão dizendo: _ Como é que pode, eu não mando chamar um homem e ele não vem, vá três de vocês e traga ele aqui. o Senhor Pedro tentou intervir pelo vaqueiro, pois sabia que o sofrimento seria dos piores, falou: _Capitão por Nossa Senhora deixe o rapaz em paz, ajoelhou-se aos pés de Lampião que se compadeceu e disse: _O senhor tá derrotado de qualquer jeito Seu Pedro, mas vou atender o seu pedido por que o Senhor pediu por Nossa Senhora e isso eu não posso negar, agora pode se preparar, fique ciente disso não vai há cinco dias a policia vai bater aqui. Na manhã seguinte o Senhor Pedro saiu bem cedinho pro Saco da Serra e viu os cangaceiros cercando o gado e pegando o boi a mão, levaram amarraram em um pé de umbuzeiro e Seu Pedro perguntou:_ Mais Capitão, como é que se mata um rato desses, e Le disse: _Oxente é a coisa mais fácil do mundo, e o capitão pegou um canivete que tinha no quarto, estava bem amoladinha e empurrou no cabelo loiro da vaca que foi prá! A vaca brá, caiu esparramada no chão. Fizeram a carne, era um dia de terça feira, quando foi na quarta, ele preparou Pedro dizendo:_ Oi eu to indo embora amanhã, agora o senhor não negue de jeito nenhum, a policia vai chegar aí agora, pode dizer que fez a feira que eu mandei, quando acabei matei a vaca, salguei e fiz a carne, e puxei por aqui, pode dizer a eles que nós tamo do Poço pra riba. Assim seu Pedro fez, quer dizer planejou fazer. Com cinco dias depois, em Minador foi soldado que fechou a caatinga., era no terreiro, no curral, por toda parte, ao todo dava noventa e cinco, agora que uns deles ficaram separados por que eram amigos da família, e volante aqui de Sergipe, apenas de longe gritavam: _ não judeêm os paisanos não, como é que vocês ao invés de ir atrás dos bandidos na feira ficam judiando os paisanos. Mariano, um dos soldados perguntou pelo senhor dono da casa, e seu filho casula, que era o meu avô Julio Miguel saiu a procura do pai no curral, que estava com seus outros filhos todos trabalhando. Vieram todos pra casa. Mariano perguntou ao senhor Pedro como foi que aconteceu, o que Lampião tinha feito, os filhos do Senhor ficaram assentados no chão de um lado e o Velho Pedro do outro lado quando falou: Essa foi a primeira vez que o vi, ele chegou aqui pediu que eu fizesse uma feira e... Seu Pedro contou toda história, mas quando terminou de contar tudo direitinho recebeu foi uma pancada nas costas sabe como se mata um bode, então foi dessa forma que seu Pedro de 60 anos de idade, pai de 14 filhos, recebeu um golpe pelas costas, como se fosse uma batedura de arroz, cada soldado batia um pouco. Seus filhos e esposa apavorados sem poder fazer nada, alguns dos soldados tinham dó e tentavam acalmar a senhora esposa que estava dentro de casa com todos os seus filhos nesse momento.Um dos soldados ainda disse:_olhe dona amanhã bem cedo o seu marido vai preso, agora eu digo quando agente for se cubrindo la naquele tanque a senhora mande seus filhos pegarem os animais, arrumarem as coisas e podem ir embora daqui, não fiquem aqui não, se mandem. Ao lado da casa tinha um pé de umbuzeiro que estava coberto de soldados embaixo e um conhecido do velho tentou passar para ajudar, mas pegaram ele. Trouxeram Pedro pra casa todo machucado, duas costelas quebradas, ai soltaram dentro de casa espancado, quase morto. No fundo do quintal tinha um giral de pratos, uma tigela grande que pegava mais ou menos uns dois litros de água e derrepente o giral caiu, só ficou a tigela, o resto só pó, até os soldados foram ver o que foi na casa todos ficaram assombrados, assim os soldados se foram levando com ele o senhor Pedro. Nesse dia havia dezesseis pessoas na casa e como a velha já estava preparada, quando eles estavam no tanque quase se cobrindo, os filhos foram pegar os animais, o dia já estava quase amanhecendo atocaiaram os animais colocaram a cangalha, tacaram as coisas em cima e saíram devagarzinho, não andaram duzentas varas quando o tenente ordenou que uns soldados voltassem e pegassem um dos filhos, mas quando chegaram a casa não acharam mais nada, ainda saíram aos arredores e por pouco não os viram, desistiram e foram embora. Nesse dia a família do Senhor Pedro foi bater em Sítios Novos. Depois pegaram o rumo do Saco Grande, ficaram La sem saber de noticias, quando foi com as Ave Maria, a Senhora estava colocando a comida dos filhos, todos fizeram uma roda no chão para comer, derrepente quando olharam pra porta dos fundos Seu Pedro entrar portas a dentro e fala:_ fechem essa porta ligeiro pra ninguém me ver, corram aí a todas vejam se vocês acham uma canoa que preciso ir pras Trairás, vou atrás de Janjão Maia.Os seus filhos saíram as pressas e levaram o pai dali, no dia seguinte por volta de umas oito horas a policia chegou a procura dele, e todos fingiram que não sabiam de nada. Pedro Miguel foi o pai do cangaceiro Elétrico, que depois desse acontecimento com seu pai ele se revolta ao ouvir toda tortura que seu pai passou na delegacia de Monte Alegre, onde foi muito torturado no tempo que esteve la, foi tratado feito um animal. Manoel era o filho mais velho, por isso não pensou duas vezes quando foi convidado a entrar para o cangaço e ser batizado de Elétrico.Meu avô era o mais novo entre os filhos homens e se sei dessa história agradeço a ele por sua memórias excelente e pela riqueza de detalhes com que me contou. Obrigado pai Júlio.
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| Júlio Miguel dos Anjos, irmão do cangaceiro Eletrico. Eu e meu Avô, Pai Júlio. O anúncio da Morte de Eletrico, como se deu. Nesse tempo sua família morava no Povoado Bonsucesso, quando saiu a notícia da morte de Eletrico. Senhor meu avô Júlio tinha apenas 14 anos e ainda lembra-se como se fosse hoje, o povo chorava não só pela morte de Eletrico como também pela morte do temido rei do cangaço, que tinha a fama de cruel e justiceiro, e o povo ainda gostavam muito dele. Vejam abaixo a entrevista realizada com meu avô, Júlio Miguel dos Anjos, no dia 31/10/2014 Sobre o cangaceiro Elétrico
Segundo meu avô Julio Miguel, quando Elétrico entrou para o bando de Lampião, ele foi de livre e espontânea vontade, sua família de 13 irmãos na época em que ele foi para o grupo, estavam se mudando do Minador para a Jeremataia, ele não quis acompanhar a família e foi ficar no Cururu, na casa de seu tio, irmão de sua mãe o Senhor João Vicente.
Certa vez Lampião chegou e Manoel quis entrar para o bando, queria ser cangaceiro, apesar de Lampião não querer aceitar por que o Senhor Pedro Miguel(o pai de Elétrico) já tinha apanhado da volante, por ter feito um favor a Lampião.Lampião falou:
-Eu não quero você no bando por que seu pai já sofreu por minha causa, e se você entrar ele vai sofrer muito mais.
Mas mesmo assim Manoel acompanhou o grupo de cangaceiros, seu nome era era Manoel Miguel dos Anjos, já que emu avô é Julio Miguel dos Anjos, ele fala que não lembra muito bem do sobrenome do irmão mas a família toda era Miguel dos Anjos.No tempo em que Manoel entrou para essa vida meu vô Julio era uma criança entrando para a adolescência.Não sei se por querer vingar-se por seu pai ter sofrido muito nas mãos da volante, mas sei que foi a partir daí que ele passou a ser chamado de Elétrico cangaceiro do Bando de Lampião..
Por muito tempo desde que passei a ter entendimento das coisas quis entender o por que, quem ele era, e sempre quis ver uma fotografia dele, do irmão do meu avô, do cangaceiro Elétrico, sei que muitas pessoas tem uma visão diferente, mas eu entendo e respeito sei que muitos os tratam como Bandido, mas o que posso fazer.Não sei se por isso ou por curiosidade busco conhecer um pouco mais sobre ele, e encontrei essa imagem que segundo é a imagem dele. vejal logo abaixo e comparem com uma imagem do meu avô quando era jovem.
A gora vejam uma foto do meu avô, Julio Miguel.
Entrevia sobre Elétrico, cangaceiro do Bando de Lampião.
Entrevista feita ao Senhor Dionísio dos Santos, mais conhecido por Domes de Quim, o Vaqueiro mais velho do Povoado Bonsucesso.
Realizada no dia : 28/01/2015.
O senhor conheceu Elétrico ?
-Oxente me criei junto com ele, a família dele morava no Minador e a família de papai morava nas Lagoas.Quer saber quantos filhos Pedro Miguel tinha....Manoel (Elétrico), era o mais velho, tinha também Júlio, Paulino,Pedrinho, Firmino,Zé, que era meu cunhado,Tonhe era um morenão,e as mulheres eram, Dorinha, Mariquinha e Rosinha, se criemos juntos, vizinhos.Por isso que chamavam o meu pai de Quim das Lagoas e a mim chamavam de Domes de Quim.
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domingo, 11 de maio de 2014
Nos tempos de Lampião foram muitas carreiras.
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| In memória: Dona Jisuis |
No tempo de Lampião,foram muitas carreiras
Certa vez eu tava em Curralinho mais meu irmão Jairo,chegaram dizendo, arrume Delfina tire daqui se não quando a volante chegar você vai dar conta de onde ele (Lampião) anda.Quando chegaram em Curralinho não tinha mais ninguém, o povo todo tinha corrido, agente tinha descido o rio, fomos pra Bonsucesso, outros corriam pra outros lugares, era um tempo difícil, muito difícil., mais bom. A infância da gente faz muita falta.
Uma vez vimos os cangaceiros, Ana Rosa foi amarrar uma cabra quando olha pra cima vinha cheio de cangaceiros, todos bem arrumados, passaram por ela deram bom dia e seguiram pra frente, chegaram lá em casa falaram com mamãe e passaram pra casa de Antônio Vieira, entraram, mandaram botar um ferro no fogo, ( antes disso Antônio Vieira deu o dinheiro, 600 reis) e disseram traga o homem, ai Maria Vieira desmaiou, então Antônio Vieira pediu pelo amor de Nossa Senhora que deixassem ele em paz, como ele falou no nome de Nossa Senhora, os cangaceiros foram embora.
Me lembro de uma cantiga de lampião, era assim:
Lampião entrou na Vila
Mandou aprontar um pirú
Gritou pros cabra dele
Nós hoje aqui se dança nu
Uma veia saiu fora chamou por Nossa Senhora
Aí meu Deus como é que eu danço
Com minhas coisas de fora
Mais uma história das carreiras no tempo do cangaço.
Certa família foi a Juazeiro conversar com Padre Cicero, falou que estava com muito medo dos cangaceiros e perguntou a eles o que faziam já que tinham tanto medo de se encontrarem com eles, o conselho que receberam foi para que fossem embora se mudassem do lugar em que eles moravam, assim partiram para Santana do Ipanema.
A família do Senhor Pedro Claudiano da Silva, morador de Águas Salgadas -AL, sabedor desse conselho do Padre Cicero, resolveu também se mudar para Santana do Ipanema também tamanho era o medo que o nome cangaço espalhava nas pessoas.Fato narrado pela Senhora Erondina Maria da Conceição que era filha do Senhor Pedro Claudiano e estava com nove meses de idade, mas o que lembra foi contado pelos pais.Coincidentemente a Senhora Erondina nasceu no ano em que Lampião morreu, portanto quando aconteceu o massacre de Angico, Poço Redondo Sergipe.
Não cabe agente julgar ninguém já que não é esse o nosso papel, isso fica para outras pessoas o que gostaria aqui era de repartir com vocês relatos que ouvi da boca de pessoas reais,que vivenciaram de perto essas histórias,sempre gostei de ir atrás da fonte,da verdade, se é que vocês me entendem, mas vejam nessa história não se sabe o real motivo que levou essa primeira família a ter tanto medo assim dos cangaceiro, ou seja não sabemos se essa família tinha alguma divida com eles, ou fizeram algo que os tenha prejudicado. Bem vamos deixar para que cada um tire suas próprias conclusões.
Fonte: Dinha Feitosa.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Senhor Antônio de Frito.
Sr. Antônio Gomes dos Santos, mais conhecido como Antônio de Frito, morador do Povoado Bonsucesso desde criança, tabalhou como vaqueiro, para o coronel Edgar Menesez, seguindo a profissão de seu pai, o Senhor Manoel de Frito, sua mãe chamava-se Conceição, natural de Poço Redondo Sergipe, filha do senhor Desidero.
Trabalhou também com uma canoa grande,era uma Canoa de Tolda, depois de um tempo ele vendeu e possuiu uma Chata. fazia linha do Povoado a Pão de Acucar, transportando produtos produzidos na propia localidade, tais como milho, arroz, feijão e algodão, que eram plantados na fazenda de Edgar Menesez, era uma plantação onde o dono do terreno doava a terra para que o trabalhador plantasse e depois na colheira era dividida ao meio.Hoje o Sr. Antônio esta com 86 anos de idade, diz que não tem o que reclamar da vida, que nunca ofendeu ninguem, nem mesmo o nosso criador o Sr. Jesus Cristo, mesmo tendo ficado viuvo a uma semana atraz, quando fiz essa entrevista com ele.
06/05/2014
Trabalhou também com uma canoa grande,era uma Canoa de Tolda, depois de um tempo ele vendeu e possuiu uma Chata. fazia linha do Povoado a Pão de Acucar, transportando produtos produzidos na propia localidade, tais como milho, arroz, feijão e algodão, que eram plantados na fazenda de Edgar Menesez, era uma plantação onde o dono do terreno doava a terra para que o trabalhador plantasse e depois na colheira era dividida ao meio.Hoje o Sr. Antônio esta com 86 anos de idade, diz que não tem o que reclamar da vida, que nunca ofendeu ninguem, nem mesmo o nosso criador o Sr. Jesus Cristo, mesmo tendo ficado viuvo a uma semana atraz, quando fiz essa entrevista com ele.
06/05/2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Trabalho de Temas de História de Sergipe II
Universidade federal de Sergipe
Centro de educação
superior à distância
TRABALHO DE TEMAS DE HISTÓRIA DE SERGIPE II
PROF.ANTÔNIO LINDVALDO SOUZA
ALUNO: MARIA DE LOURDES FEITOSA NASCIMENTO
MATRICULA: 201020029821 POLO: NOSSA
SENHORA DA GLÓRIA
CURSO: LICENCIATURA EM HISTÓRIA CODIGO DO CURSO: 836
DATA: 03/01/2014
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1. Que elite o texto se refere? O que seria projeto modernizador para Aracaju? Entenda o que quer dizer o título do texto principal desta lição: 'Ave branca que voa dos pântanoa para o azul...".
O texto faz referência a elite em Aracaju, nas décadas de 1910 e 1920, que fizeram parte da luta em prol das transformações sociais, entre eles destaca-se: Augusto Leite Florentino Teles de Menezes, Prado Sampaio, Itala da Silva, Deodato Maia, entre outros.
Projeto modernizador seria melhorias para a nova Capital que até o finalzinho do século XIX não tinha realizado transformações urbanisticas, vindo realizar somente no inicio do século XX, quando começou a corresponder à imagem idealizada.Portanto o projeto é pensado como parte das mudanças também ocorridas com o advento da proclamação da Republica.
Por isso o titulo do assunto se refere a uma ave branca que voa dos pântanos para o azul, uma metafora usada para designar uma cidade que saia das lagoas, dos mosquitos, para a modernização, com praças públicas, desbastamentos de morros, energia elètrica em residências, os bondes, as escolas, os cinemas.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
O Vapor Moxotó
11 de Janeiro de 1917
Havia uma grande canoa de tolda chamada Moxotó, mais conhecida como Chata, pelo povo da região, a mesma fazia linha de Penedo a Piranhas, seu lugar de origem.
No dia 11 de Janeiro de 1917,quando vinha de Penedo transportando pessoas e muitos objetos valiosos de ouro, passou em Propiá e la estavam comemorando a festa do Bom Jesus dos Navegantes, os passageiros muito devotos pediram que o dono da canoa a encostasse para assistirem a procissão, ele recusou e seguiu viagem, quando passava ao lado do Povoado Bonsucesso formou-se uma tempestade muito forte e, mais uma vez pediram que encostasse a canoa até que o tempo passasse, mais uma vez o dono não atendeu, como sabemos tem uma ilha conhecida por Bel Monte, aqui em frente ao Povoado Bonsucesso, minutos após a Moxotó, que era de ferro, naufragou ao lado da ilha Belmonte, ou Belo Monte, pois ainda tenho duvidas quanto a isso.
Muitos moradores do povoado ouviram gritos e pedidos de socorro, só afirmaram que já estava escuro e a ventania forte, trovoes e relâmpagos, não tiveram como ajudar, tamanha escuridão.até ruídos pavorosos ouvia, assim muitos passageiros morreram deixando enterrado seus pertences nas águas do São Francisco.
Segundo alguns moradores ela transportada passageiros, negociantes, correspondências, e tudo mais que fosse possível. Depois que afundou muita gente pegou fardo de redes nas águas do São Francisco.De dois pra três dias o corpo de muita gente começou a aparecer boiando pelo porto do povoado e muitos descendo nas águas do rio.Há quem diga que havia muito ouro na Chata, e até os talheres eram de ouro.Só que os destroços da Moxotó, esta lá soterrado, suas gavetas enferrujadas e todo aquele passado enterrado próximo a ilha Belmonte, aqui no Povoado Bonsucesso.
Nos tempos em que o rio seca muito algumas pessoas sobem em cima dela, e vêem suas gavetas enferrujadas pelo tempo. Ja ouvi da boca de algumas pessoas que teve sobrevivente,enquanto que outros afirmam que não sobreviveu ninguém, mas isso é um detalhe pra pesquisa.
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| Nunca tiraram a canoa de lá... Parece castigo de Nosso Senhor. Isabel dos Santos( In memoria)
Isabel dos Santos(In Memoria).
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Nos tempos em que o rio seca muito algumas pessoas sobem em cima dela, e vêem suas gavetas enferrujadas pelo tempo.
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| O vapor Moxotó fotografia tirada do Bloogdoetevaldo. |
12/07/2016
Quero aqui deixar minha dor ao ver essa sena sendo que já foi uma coisa linda de ser ver.O nosso São Francisco esta se acabando cada vez mais, e confesso que sempre tive a curiosidade de ver de perto os destroços do Vapor Moxotó, por que essa história fez parte da minha infância e sempre tive curiosidade em ver-la de perto, sei que isso esta sendo possível, fui la olhei, estive em cima da embarcação,e não me senti realizada de forma alguma já que essa realização esta custando a vida do nosso querido Velho Chico, morrendo, sem ninguém fazer nada, estou completamente triste.
Vejam algumas fotos abaixo.

Dinha Feitosa
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Sr. Manoel do Leite
| Manoel Valentim dos Santos. |
O morador mais antigo do Povoado Bonsucesso
No dia 28 de janeiro completará seus 99 anos de muita saúde e vida tranquila,para quem gosta de estudar o passado, as histórias dos primeiros habitantes do povoado pode contar com a sua colaboração que é de grande utilidade para as futuras gerações, o Senhor Manoel sente o peito cheio de orgulho quando nós fala traços da sua trajetória de vida.
Fico muito feliz de poder contar com sua excelente memoria que esta contribuindo e muito para realização da minha pesquisa,
Muito obrigada senhor Mané do Leite por ser esse ser humano tão educado e pela contribuição que tem me dado com suas lembranças de um passado tão distante e ao mesmo tempo tão próximo.
E que venha 2016 para que o senhor complete logo os 100 anos de vida.
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| Um exemplo de vitalidade. |
Sr. Manoel do Leite, parabéns pelos 100 anos de vida e de experiencias para dividir com os mais jovens.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
VISITA A CIDADE DE MARUIM-SE
UNIVERSIDADE
FEDERAL DE SERGIPE
ALUNA:
MARIA DE LOURDES FEITOSA NASCIMENTO
DISCIPLINA:
TEMAS DE HISTORIA DE SERGIPE II
PROFESSOR:
ANTONIO LINDIVALDO SOUSA
TUTORA:
ISABEL CRISTINA MOURA LIMA
CURSO:
LICENCIATURA EM HISTORIA
AD1
Relato da aula pratica a cidade de Maruim
Realizado
no dia 03 de novembro de 2013, uma aula prática com a turma da disciplina Temas
de História de Sergipe II, coordenada pelo professor Drº Antônio Lindvaldo
Souza, objetivando mostrar a importância de Maruim enquanto núcleo de
povoamento da região da cotinguiba produtora de cana-de-açúcar, no século XIX.
A aula contou com a presença dos tutore: Adailton Andrade, Isabel Lima e
Priscila Guarino. O ponto de encontro foi a Praça Barão de Maruim a partir das
09h30min, em uma manhã de domingo, o dia estava lindo e maravilhoso, combinando
com toda paisagem. A igreja é belíssima, foi onde tivemos o primeiro contato
com os professores, pois a curiosidade falou mais alta e entramos na igreja
antes mesmo dos professores chegarem.
| Foto.1,Praça Barão de Maruim, Igreja da Matriz Senhor dos Passos, ( Acervo Autora) |
Por volta
das 09h45min a aula começa, apresentando os principais pontos de grande valor
histórico, como: O túmulo do Barão de Maruim, que foi enterrado nos fundos da
igreja Senhor dos passos. O Gabinete de leitura de Maruim, a Tipografia de
Senhor Nininho, o Mercado Municipal, Trapiche, e Antigo Consulado Alemão, sem
falar no rio que foi tão importante para comercialização do açúcar da região, e
por onde era feito todo o transporte da época, já que a navegação era uma
ligação com o mundo. Por as águas desses rios vieram muitos estrangeiros para
essas terras. Rio Ganhamoroba, que sua situação hoje chega a cortar o coração
de qualquer cidadão, que dirá de um
Ribeirinho como eu sou apaixonada pelo Velho Chico.O açúcar era um produto
monocultor e exportador.O Barão de Maruim exerceu papel de destaque no processo
de mudança da capital de São Cristovão
para Aracaju. Desde a época como deputada da Assembleia Provincial
articulava para tal feito, pois a transferência da sede do governo aumentaria a
influência política na província e o poder comercial dos senhores de engenho do
vale do Cotinguiba (liderados pelo Barão de Maruim) em oposição aos senhores do
vale do Vaza Barris.
As 10h30min visitamos o túmulo, e por volta das
10h45min estávamos no Gabinete de Leitura, onde o professor tirou uma foto com
toda turma.
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| Turma de Temas de História de Sergipe II (Acervo do Professor) |
11h15min
fomos visitar a Tipografia onde funcionava o jornal de Maruim, hoje esta aos
cuidados do senhor Nininho, que comprou a parte que pertencia a seu irmão na
herança e ficou como único dono da Tipografia, notasse muitas maquinas antigas,
muita coisa junta, e de grande valor histórico.
| Sr Nininho dono da Tipografia. Acervo: Autora |
Por final fomos ver o Mercado Municipal, às 11h30min
de onde era comercializado todo o açúcar produzido. As 11h45min fomos ao Rio
ganhamoroba e 12h00minmin, subimos para o antigo Consulado Alemão. Foi um
passeio rápido, mas podemos observar como futuros historiadores, a importância Histórica
de Maruim com toda sua arquitetura civil, religiosa e natural.
A aula foi encerrada no ponto inicial, Praça da
Matriz às 12h30min, e foi realizado um sorteio onde Eu, a autora desse
relatório tive o privilégio de ganhar o livro, que já fazia parte dos meus
planos comprar um. Fiquei muito feliz.
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| Tutora Isabel lima com os alunos do Polo de Glória.(Acervo Isabel Lima) |
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No encerramento da aula foi feito um sorteio
para ganhar um livro escrito por nosso professor: Dr. Antônio Lindvaldo Sousa o
titulo do Livro é "o Pulso de Clio. (Aluna do polo de Glória: Maria
de Lourdes Feitosa Nascimento)
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Aqui estão mais fotos sobre esse trabalho em Maruim
Sinto-me importante quando estudo, agradecerei sempre a meu pai por estar cursando essa faculdade com muito amor, história sempre foi uma disciplina que gostei, mas agora depois desse periodo estudando mais afundo conhecendo cada pedacinho dela, sinto que nasci para isso, e perçebo que sem conhecimento sem o estudo nos nos tornamos seres vazios, por isso procuro preencher a minha vida de conhecimento.
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