quinta-feira, 26 de março de 2020

Quem eram os moradores dos casebres ao redor do casarão?

Acho importante entendermos de onde viemos, para sabermos como tudo aconteceu, fico remexendo nas lembrancas das pessoas, e hoje falarei sobre um tema, meio complicado, cheio de muitas lacunas, mais preciso registrar aqui, para que não se torne mais complicado na frente, e se algum dia alguem quiser novamente juntar todos os pedacos ja esteja mais facil.
vamos aos fatos: possiveis moradores do casarão, ou mesmo, moradores da vila de casas ao redor do casarão.

Dona Agda

Uma das primeira que ouvi falar foi na a Senhora Agada, com seu esposo Senhor Zé de Zome, e seus quatro filho,tres homens e uma menina que acabou morrendo ainda criança de sarampo, a garotinha fez xixi na rede e, segundo Alvina conta dona Agada, colocou a garotinha em uma esteira no chão e foi ao rio lavar a rede, so que a menina, fez xixi novamnte na esteira e ficou em cima brincando, então o sarampo recolheu e a menina acabou falecendo, palavras de (Alvina, nora de Dona Agda, esposa de seu filho mais novo Valdir).Os filhos homem, era Dede , Nnenem e Valdir, o mais novo.
Dona Agda trabalhava pro Senhor Edgar,trabalhava tanto nos serviços domesticos, como na lavoura, fosse tirando algodão, fosse na plantação de arroz. Cerat vez, o leite do algodão de seda, feriu o solado do pé dela que ficou na carne viva, que ela nao aguentava nem pisar no chão. as lagoas, a beira do rio eram cheias de algodão, e muitos dos seus empregados trabalhavam para Edgar.
a casa dela era onde hoje fica as tamarineiras, era uma casinha pequena, feita de Barro, junto a dela sei que tinham outras casinhas que uma delas era de outra empregada, outra familia, que certamente tambem trabalhavam pro dono das tertas. 

segunda-feira, 2 de março de 2020

sábado, 21 de abril de 2018

Meu melhor pedaço da eternidade.

Minha mãe...
Sabe mãe, eu amo a senhora, mais esse amor não tem tamanho, talvez alguém fale pra mim que já é tarde pra eu falar isso....Mas acho que deveria ter dito antes sim, eu errei mãe, mais não me julgue, eu amo muito a senhora do fundo da minha alma, e hoje ta demais essa saudades...
Fica em paz mãe!! Fica tranquila, estamos levando bem nossa vida, doí muito, mais estamos indo.
Sabe mãe, por mim eu nunca mais andava em hospital nenhum, não olhava pra nenhuma pessoa doente, por que me lembro o quanto a senhora lutou, o quanto caminhamos pra hospitais... mais a vida não é assim....


terça-feira, 3 de abril de 2018

Sítios Arqueológicos Subaquáticos


Sítios Arqueológicos Subaquáticos.


Falando em linguagem mais popular, vamos entender um pouco o que seriam esses sítios arqueológicos subaquáticos. E qual sua importância para a sociedade atualmente.
Sítios arqueológicos são lugares onde ficam preservados evidencias de atividades passadas, como artefatos, construções, ou evidencias de atividades humanas, ocorrido em um passado, distante, recente, ou mesmo remoto.
A arqueologia subaquática estuda sítios submersos, não necessariamente com artefatos do mor, mas também em locais como lagoas, rios e pântanos. No Brasil esses locais são protegidos por lei e é crime destruí-los.

Bem, cheguei ao ponto em que queria.
 Foram encontrados 11 sítios arqueológicos  subaquáticos em Poço Redondo, contendo material diverso( desde resto de embarcações, artefatos indígenas, até material histórico.),ate mesmo um sitio depositário com material cerâmico, que pode ter sido perdido ou jogado no rio acidentalmente.Para quem conhece a história do Vapor Moxotó, e lembra muito bem, fica claro que uma das localidades onde encontraram foi no Povoado Bonsucesso.
Esses achados são de natureza importante nessa descoberta é saber que esses sítios serão protegidos por lei e cadastrados como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Obrigada a toda equipe do Patrimônio Cultural e Comunidade Tradicional, pelo belo trabalho, e aos especialistas envolvidos.
Importantíssima, para dados da cultura Ribeirinha sem sombra de duvidas, e essa necessidade de interação com a comunidade é fundamental.

quarta-feira, 28 de março de 2018

A SOBREVIVENCIA COMO ERA

   A sobrevivencia como era

 Não era muito diferente de hoje, em alguns quesitos já que a vida no interior não tem muitas oportunidades, a pesca sempre foi a maios fonte de renda, o povo vive conforme os meios deixados pelo criador, da pesca,ja viveram bastante da caça, mas hoje já não é mais possível viver da caça, e alguns produzem para consumir, só que esta meio difícil viver da plantação, a chuva não se sabe mais quando vamos ter um ano bom de plantio, essa pratica ja não se faz mais tanto presente no meio de nossa população.Mas vamos de mais um momento de informação que colhi com o Sr. Antônio de Frito, que decidi colocar nesse tópico, sobre a economia do Povoado.
Bem, o Senhor Antônio de Frito chegou a me falar sobre uma embarcação que teve, seu nome era Candelária, foi comprada a um cara de Pão de Açúcar a baixo, a canoa era de Penedo, e seu canoeiro era Nôzinho, morador dos Espinhos, ou Caiçaras, não lembra ao certo.
Luis seu irmão também era canoeiro, outro canoeiro de Bonsucesso, era o finado Damião e Ferbone.(um tio do meu pai).
- O Sr. Antônio de Frito afirma: Eu nunca quis nada de ninguém, esse pecado a Deus eu não devo.Nessa parte da conversa ele começa a falar um pouco do que eles transportavam nas suas respectivas embarcações, o finado, Mestre Dedé, vendia algodão em Pão de Açúcar e levava na Candelária.
Nos fala que trabalhou muito para Edgar, das Terras dos Patos, de Saco Grande até Curralinho, no Pai José( um Morro perto de Curralinho) tudo era de Edgar.
_ Trabalhei para ele, de 1951, ate quando Artur ganhou em 1955, foi quando eu deixei de trabalhar pra Edgar, ai eu fui trabalhar em Nossa Senhora da Glória, na fazenda do Sr. Adalberto, daí pra cá Edgar que tinha 26 fazendas de gado, aos poucos foi acabando todas.
tenho lembrança de algumas delas que são:
1. Olho d´água;
2. Cururu;
3. Pedra Grande;
4. Patos;
5. Serrote do João;
6. Barra da Onça;
7. Capim;
8. Cajueiro;
9. Jeremataia;
10. Curralinho Velho que era uma fazenda.
As outras não lembro mais não.
Edgar vendia Sulipa em todas as suas fazendas.Essa Igreja de Bonsucesso quem fez foi Sinharinha.




Conversas com moradores.

Cicero Pereira Pinto

Em dezembro de 2014, tive uma conversa com o senhor Ciço Pinto, como era conhecido por todos, e ele começou a contar-me coisas da sua vida passada, eu senti nele uma felicidade enorme em estar compartilhando aquela história tao linda e emocionante. Falava-me do seu casamento.
tinha casado em uma festa de Janeiro, do Co- Padroeiro São Sebastião, o Padre que celebrou seu casamento foi o Padre Daço, ele me falava vagamente que o ano parecia ter sido em 1957, me confidenciou que o Padre era muito valente.(Não cheguei a perguntar o motivo, ate me arrependo, mas enfim).
segundo ele seu filho Edemilton (também estava presente na hora ), com 13 anos de idade por ai, ainda caminhava para o Povoado e brincava muito na casa de Edgar, que ja era aqui no Povoado e não mais no Casarão, pois a casa de Edgar era a acasa que hoje pertence as irmãs Candinhas.
só para constar, Edemilton é do ano d 199, e que o Sr. Ciço Pinto era morador de Curralinho.

Ps:Sei que hoje ja na esta mais presente em nosso meio, aproveito para agradecer e dizer que seu momento de lembranças ficara guardado para eternidade, obrigado por compartilhar conosco.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Escassez das águas do São Francisco compromete abastecimento da água no Povoado.

Eu não tenho condições alguma de comentar sobre a situação da Água em meu querido Povoado, sei que não está nada bem e meu coração está apertado de ver tamanha situação do Rio,  praticamente morto.






quarta-feira, 31 de maio de 2017

A situação do Rio São Francisco

Não é nada fácil para quem conhece de perto o Velho Chico.Desde criança aprendi a amar suas belas águas, tudo a sua volta ficava bem melhor, confesse que não é fácil ver o seu estado hoje, cada vez mais e mais seco.
Abaixo segue um vídeo que fiz hoje, dia 31 de Maio de 2017.


Dia 04 de Junho de 2017.

A população do Povoado Bonsucesso realizou uma passeata pelas ruas do Povoado com destino a bomba da água que faz a captação para abastecer a população local.Vejam com seus próprios olhos e tirem suas próprias conclusões sobre a real situação em que se encontra a água.
Não é  fácil beber dessa água pois tem gosto de lama, e está causando desinteria e até vômitos em várias pessoas. Para quem tem problema de saúde não é aconselhado que beba ela, é claro que tem outras formas de captação da água para abastecimento próprio,  pois algumas pessoas estão pegando agua diretamente do Rio,  mas de uma parte em que ela esteja corrente, e o que vemos é que aonde a bomba que capita água para o povoado está praticamente na lama e isso é o motivo do questionaumento. Nós não somos cegos sabemos sim que o rio cada vez mais seco, mas queremos que por parte da Deso Seja feito algo para que melhore essa captação,  do jeito que está não dá.
Nós somos felizes por sermos ribeirinho , temos os nossos métodos antigos para abastecer as nossas casas que seria pegar água diretamente do Rio,  só que é bem mais complicado,  as águas não tem a mesma força de antes, e para pegarmos água Boa teríamos que ir bem mais além,  tem muitos pontos onde a água não serve mais para consumo humano, é triste isso mais é real.
Vejam abaixo parte da mobilização no Povoado.




Essa foi a resposta da Deso para o descaso da Bomba d água.

Hoje dia 05/06/2017, chegou uma caminhão Pipa para abastecer o Povoado Ribeirinho, já que não tem previsão de quando vão resolver o problema da bomba.






segunda-feira, 8 de maio de 2017

OS ESCRAVOS QUE VIVERAM EM BONSUCESSO

    A escravidão em Bonsucesso

    Não podemos iguinorar nossas raízes, foram muitas atrocidade sofridas por nossos ancestrais, também não cansarei de bater nessa tecla, percebo que estou no caminho certo, o caminho da descoberta. Bora lá,  para mais um pedaço de informação que consegui arrancar da memória do meu pai, arrancar em um bom sentido pois ele adora nos contar, posso garantir. Como no Povoado não existia energia elétrica,  as noites eram embaladas por luz de candeeiro.
  Vejamos, o Major Miguel personagem principal da nossa história trazia escravos vindos da África para trabalharem na construção do Casarão,  sua data exata não se sabe, o que sabemos é que vinham  através do Porto de Penedo para trabalharem nas terras do Major, chegaram  em um navio, para ser mais claro dentro do Porão,e amarrados, ate o povoado, que na época era apenas uma fazenda.O Major Miguel tinha um irmão que foi quem trouxe os escravos para o povoado, conheciam ele por Coronel Luis.
    Os escravos eram muito judiados, a madeira e as pedras eles traziam nas costas,e quando não cumpriam com sua obrigações corretamente eram castigados e judiados,  fosse no tronco ou na salmoura em seus ferimentos, também tinha os que passavam a noite inteira amarrados no porão que existia ao lado do Casarão que era na senzala onde foi construída para moradia dos próprios negros.
     Se entre os filhos dos escravos nascessem do sexo feminino, após estarem crescidas e pronta para o trabalho doméstico, eram levadas pelo próprio Major para serem vendidas em Pernambuco, sempre que tinha uma quantidade boa ele fazia essa viagem, as vezes quando chegava em Recife o porto estava cheio de coronéis tudo querendo comprar escravos, o Major dizia aos pais das escravas que iria levar elas para conhecer o mar e chegando la vendiam elas a quem desse maior valor, como se fossem mercadorias.Algumas até morriam na viagem.
  Vejam o tamanho do absurdo que muitas vezes eles eram submetidos. O porto aonde desembarcavam aqui na Fazenda (hoje Povoado) era nas Tamareiras,  pois era um porto extenso e amplo e servia como Porto de desembarque.Muitos negros que conseguiam fugir iam para o Saco da Serra, quando eram capturados vinham amarrados , arrastados até o porão para sofrerem o castigo pela fuga.
  Para quem pesquisou essa história deve ter ouvido falar que um dos seus empregados mais fiéis era um senhor chamado Valdivino, que se tornou liberto das garras do Major.


Foto do Google

Foto do Google


    Essas informações eu colhi com Paixão, filho de tio Macena e com o meu propio Pai, o Senhor Jose Luis, conhecido por Dedé de Julio.Paixão diz que quem lhe contou foi o finado Zé Rico, que deixava claro que tinha ouvido do seu avô, o finado Cesário, um dos moradores do tempo do Coronel, já que Zé rico nesse tempo era criança.Meu pai sempre gostou muito das história do Povoado, talvez venha daí meu interesse.Meu pai fala que ouviu de sua avó Pastora.